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Alimentos de origem vegetal ganham vendas na Europa com redução da diferença de preço

Alimentos de origem vegetal ganham vendas na Europa com redução da diferença de preço iStock

A diferença de preço entre alimentos de origem vegetal e produtos de origem animal diminuiu em vários mercados europeus em 2025, contribuindo para o aumento do volume de vendas de produtos à base de plantas.

A conclusão é de um estudo do Good Food Institute Europe (GFI Europe), que aponta o preço e o sabor como fatores determinantes nas decisões de compra.

 

De acordo com o estudo, o volume total de vendas de alimentos à base de plantas aumentou em França, Alemanha, Itália e Espanha, mas recuou nos Países Baixos e no Reino Unido.

“Nos principais mercados europeus, estamos a ver evidências claras de que os consumidores estão interessados em alimentos à base de plantas, mas o preço e o sabor continuam a influenciar as decisões de compra”, afirmou Helen Breewood, gestora sénior de insights de mercado e consumo da GFI Europe.

 

Segundo a organização, o crescimento das vendas foi impulsionado sobretudo pela maior acessibilidade destes produtos face às alternativas de origem animal. Em Itália, os preços médios das alternativas vegetais à carne e do leite à base de plantas diminuíram ligeiramente, enquanto as vendas aumentaram. Em França, os preços das alternativas vegetais à carne também desceram e as vendas cresceram quase 17%.

Em Espanha, o leite à base de plantas registou a menor diferença de preço face a outras categorias e representou mais de um em cada 10 litros do total de vendas de leite. Quase metade dos lares espanhóis comprou leite vegetal em 2025, enquanto na Alemanha essa percentagem foi de 38%.

 

No conjunto dos mercados analisados, as vendas de leite à base de plantas representaram entre 7% e 10% de todas as vendas de leite na Alemanha, Itália, Espanha e Países Baixos. O leite vegetal estilo barista representou um quinto da categoria na maioria dos mercados, refletindo o peso do sabor e da inovação na escolha dos consumidores.

As alternativas vegetais à carne mantiveram-se como uma categoria relevante, com 31% dos lares alemães e britânicos e 20% dos lares espanhóis a comprarem estes produtos em 2025. Ainda assim, em Espanha, a categoria registou uma quebra de 7% no volume de vendas, associada ao aumento dos preços. Os Países Baixos e o Reino Unido registaram descidas semelhantes.

 

O estudo assinala ainda uma maior procura por alimentos menos processados, como tofu e seitã, cujas vendas aumentaram quase 30% na Alemanha e nos Países Baixos. No entanto, os produtos vegetais alternativos à carne continuaram a registar vendas superiores, devido à maior semelhança com o sabor, textura e formato dos produtos cárneos.

A GFI Europe considera que retalhistas e produtores têm margem para continuar a investir na categoria, sobretudo em investigação, desenvolvimento de produto, infraestrutura e capacidade produtiva. O objetivo, segundo a organização, passa por melhorar sabor e textura e reduzir preços.

Além do crescimento no retalho, o estudo associa os produtos à base de plantas a alternativas mais sustentáveis aos produtos de origem animal, referindo a redução de emissões e a promoção da saúde. A GFI Europe estima ainda que o mercado de produtos à base de plantas na União Europeia (UE) possa atingir 45,5 mil milhões de euros até 2040 e sustentar 350 mil empregos.

 

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