A Renova inaugurou o projeto Descarbonizar@Renova na Fábrica 2, em Torres Novas, uma intervenção estrutural de 11 milhões de euros que visa reduzir o impacto ambiental da produção de papel tissue.
De acordo com o comunicado de imprensa, o projeto permite reduzir em mais de metade as emissões de CO₂ dos scopes 1 e 2, face aos níveis de 2020. A principal componente do investimento é a instalação de uma central de biomassa, que substitui o gás natural por uma fonte de energia renovável na produção da energia térmica necessária ao fabrico de papel tissue.
A nota de imprensa avança ainda que o Descarbonizar@Renova integra um ciclo mais amplo de investimento da empresa em Torres Novas e na região. Nos últimos anos, a Renova investiu cerca de 152 milhões de euros na modernização das suas unidades industriais, no reforço da capacidade produtiva, na eficiência energética, na digitalização, na logística, na qualidade ambiental e na inovação de processos e produtos.
A empresa enquadra esta intervenção na transformação da sua base industrial, com o objetivo de produzir de forma mais eficiente e com menor impacto ambiental.
A marca tem também associado a inovação industrial à evolução da sua oferta em papel tissue. Ao longo dos anos, desenvolveu produtos locionados, papel higiénico húmido, papel higiénico preto, produtos reciclados, embalagens em papel e, mais recentemente, o Renova TextilPapier, que incorpora fibras têxteis recicladas.
A inauguração decorreu no âmbito da visita do Secretário de Estado da Energia, Jean Barroca, às instalações da Renova, assinalando a conclusão do projeto, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Com este projeto, a Renova pretende reforçar a aposta na descarbonização da produção e na eficiência dos processos industriais, numa categoria marcada pela presença de produtos de uso quotidiano e pela necessidade de reduzir o impacto ambiental da cadeia produtiva.

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