‘Work smarter, not harder’. Este podia ser o mote para um ano de 2024 que se avizinha, uma vez mais como nos anteriores, um ano pleno de desafios. Ainda a lidar com um consumidor a fazer contas de carteira, o retalho terá de se adaptar novamente às ‘suas’ [do cliente] exigências e ‘modas’.
Num artigo que tenta perspetivar como irão ser os próximos 366 dias, o site Retail Gazette compilou dados prospetivos e a opinião de vários especialistas no mercado para tentar perceber onde podem apostar, com segurança, os retalhistas. Vamos à lista de tendências:
Aumento nas Vendas de Alimentos:
Com a queda da taxa de inflação, prevê-se um retorno ao crescimento nas vendas de alimentos, com um aumento projetado de 4 a 5% em 2024, para os países britânicos.
No Reino Unido, grandes supermercados, como Asda, estão a implementar estratégias de preços competitivos para atrair clientes. Em Portugal está a verificar-se o mesmo, com as grandes retalhistas alimentares a ‘compensarem’ o fim do IVA Zero.
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Desafios para Retalhistas de Casa e Decoração:
Retalhistas de produtos para casa e DIY irão enfrentar desafios devido ao declínio nas despesas com melhorias da casa no pós-pandemia.
IKEA e outras empresas estão a investir na redução de preços para estimular as vendas após um período de estabilidade do mercado.
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Moda Sem Estações Definidas:
Devido às condições económicas e consumidores conscientes, quer do seu orçamento, quer da sua pegada, a moda sem estações específicas é esperada como uma tendência importante.
Os consumidores procurarão peças atemporais, versáteis e fáceis de combinar, promovendo um estilo de compras mais ponderadas.
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O regresso do ‘human touch’:
Após a proliferação de caixas de self-checkout, espera-se um regresso da aposta na interação humana nas lojas.
Equilibrar a eficiência proporcionada pela inteligência artificial (IA) com interações humanas naturais e empáticas será crucial para os retalhistas.
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Integração de Tecnologia nas Lojas:
Apesar do retorno à experiência humana, a tecnologia continuará a desempenhar um papel vital nas lojas.
A expectativa é de mais experiências com bots para gestão de aspetos operacionais que possam libertar os humanos para outras funções.
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A aposta na monetização da Economia Circular:
A economia circular, impulsionada pelo crescimento do mercado de bens de segunda-mão e a disponibilidade do consumidor para apostar na reparação dos bens em vez da sua substituição, ganhará destaque.
Prevê-se o surgimento de lojas conceptuais que oferecem produtos novos ao lado de serviços de reparo, por exemplo.
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Batalha pela Fidelidade:
O aumento de programas de fidelidade em 2023 pode resultar numa percepção mais focada em preços do que na lealdade real.
Os retalhistas, se quiserem ser bem-sucedidos em 2024, deverão investir em tecnologia e IA para criar recompensas de fidelidade mais sofisticadas e personalizadas.

