O Lidl consolidou a sua posição como maior retalhista da Europa depois de alcançar cerca de 140 mil milhões de euros em receitas no exercício fiscal de 2025/26. A insígnia, integrada no Schwarz Group, cresceu 6,1% face ao ano anterior, num desempenho apoiado pela expansão da rede de lojas e pelo aumento de clientes na Alemanha e noutros mercados europeus.
O crescimento do Lidl contribuiu para o desempenho global do Schwarz Group, que integra também a Kaufland, a PreZero e a unidade digital Schwarz Digits. O grupo atingiu 185,6 mil milhões de euros de faturação, mais 5,8% do que no exercício anterior, mantendo uma trajetória de expansão no retalho alimentar europeu.
A Kaufland registou 36,7 mil milhões de euros em receitas, uma subida de 4,3%. Já o negócio online do grupo manteve-se estável, com 1,7 mil milhões de euros, enquanto a PreZero, área de resíduos e reciclagem, alcançou 4,1 mil milhões de euros. A Schwarz Digits, unidade de tecnologias de informação e serviços digitais, cresceu 16%, para 2,2 mil milhões de euros, impulsionada pela maior procura de soluções cloud.
Durante o exercício, o Schwarz Group abriu cerca de 300 novas lojas, passando a operar aproximadamente 14.500 pontos de venda em 33 países. O grupo criou ainda 9.000 novos postos de trabalho, dos quais 5.000 na Alemanha, e realizou investimentos de cerca de 9 mil milhões de euros. Para o exercício em curso, prevê investir mais de 10 mil milhões de euros, com foco no reforço de quota de mercado e na digitalização.
Em Portugal, o Lidl mantém também uma trajetória de expansão. A insígnia assinalou 30 anos de presença no mercado nacional em 2025 e conta atualmente com cerca de 9.000 colaboradores, mais de 280 lojas e quatro centros logísticos de norte a sul do país. Segundo a empresa, o investimento acumulado em Portugal nos últimos 30 anos aproxima-se dos 2 mil milhões de euros.
A operação portuguesa tem vindo a reforçar a rede física e a capacidade logística. Em 2025, o Lidl Portugal destinou 160 milhões de euros à modernização da sua rede, mantendo o objetivo de alcançar as 300 lojas até 2027, ano em que está também previsto o arranque oficial das vendas online em Portugal.

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