“Existem boas oportunidades de negócio para empresas TIC na Comissão Europeia mas é preciso ir à luta e apresentar propostas”, disse Paulo Santos, chefe de unidade da direção de informática da Comissão Europeia (DG DIGIT), avança a revista Semana Informática.
Na maioria dos casos, os concursos lançados neste domínio têm vindo a ser adjudicados a consórcios liderados por um conjunto de multinacionais, onde são integradas PME de diversos países europeus.
Paulo Santos, durante um debate sobre oportunidades de negócio na CE, promovido pelo aicep Portugal Global, partilhou alguns conselhos práticos sobre o que fazer quando se pretende entrar nesta área, sublinhando a necessidade de “apresentar propostas em diversos concursos e de não esmorecer à primeira negativa ou dificuldade”. “Apenas os que apostam repetidamente, conseguem ganhar”, acrescentou.
A DG DIGIT é um target apetecível para as empresas de TI. O responsável, que dirige a unidade A1, num total de quatro, explica que a DG DIGIT “lança cadernos de encargos em várias áreas, desde as telecomunicações às TI puras”. Os valores “não são nunca inferiores a 125 mil euros”, andando normalmente, “na casa dos milhões de euros”. Na realidade, em 2009 o valor total a concurso situou-se perto dos 350 milhões de euros (entre produtos e serviços), sendo que em 2010 subiu para o milhão de euros.
Para participar nos concursos lançados importa, desde logo, estar atento ao site oficial da Comissão Europeia, sendo que o primeiro passo para qualquer concurso é a publicação de um alerta a dar conta da sua abertura próxima. O processo segue depois um conjunto de procedimentos predeterminados e termina “com uma tomada de decisão sobre a proposta vencedora, que nasce do equilíbrio entre os critérios técnicos e económicos analisados”, refere o responsável europeu.

