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D2C, sim ou não? O caso prático da Levi’s pode mostrar o caminho

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A Levi Strauss & Co. passou a gerar 51% da sua receita líquida através do canal direto ao consumidor, ou D2C, que inclui lojas próprias e e-commerce. O resultado, referente ao segundo trimestre fiscal terminado a 31 de maio de 2026, confirma a evolução da empresa para um modelo mais centrado na relação direta com o consumidor.

As receitas líquidas D2C aumentaram 11% em termos reportados e 8% em termos orgânicos. A Europa liderou esta evolução, com as vendas D2C a crescerem 12%, enquanto nos Estados Unidos o aumento foi de 5%. O e-commerce registou uma subida de 19% em termos reportados e de 17% em base orgânica.

No conjunto da operação, o grupo, que detém as marcas Levi’s e Beyond Yoga, alcançou receitas líquidas de 1,6 mil milhões de dólares, mais 8% do que no mesmo período do ano anterior. As vendas comparáveis do canal D2C cresceram 6%.

Michelle Gass, presidente e CEO da Levi Strauss & Co., afirma que os resultados do trimestre demonstram que a estratégia da empresa está a funcionar. A responsável sublinha que a transformação da Levi’s numa empresa orientada para o canal direto ao consumidor e focada no estilo de vida denim está a traduzir-se em crescimento mais rápido e maior rentabilidade.

O desempenho reforça a aposta da Levi’s na integração entre lojas próprias, canais digitais e experiências de marca. Para o retalho de moda, os resultados mostram o peso crescente dos modelos D2C, que permitem maior controlo sobre preço, dados de cliente, apresentação de produto e margem, reduzindo a dependência do wholesale tradicional.

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