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Retalho

Sites falsos de retalhistas estão a surgir na pesquisa do ChatGPT

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Consumidores no Reino Unido estão a ser alertados para a presença de sites falsos de retalhistas em resultados gerados por ferramentas de inteligência artificial, incluindo pesquisas feitas através do ChatGPT. Em causa estão páginas fraudulentas que imitam marcas conhecidas e procuram captar pagamentos ou dados pessoais dos utilizadores.

Segundo o Retail Gazette e o Guardian, a situação foi identificada em pesquisas relacionadas com produtos de marcas de retalho, nas quais os utilizadores eram encaminhados para sites que simulavam páginas legítimas. O alerta surge num contexto de crescimento das burlas online baseadas em falsificação de identidade de marcas, uma prática em que criminosos replicam nomes, imagens e domínios semelhantes aos oficiais para criar confiança junto dos consumidores.

Um dos casos referidos envolve pesquisas por produtos da Russell & Bromley, marca britânica que entrou em administração em janeiro de 2026 e foi posteriormente integrada na Next. A alteração do enquadramento empresarial terá criado margem para confusão entre consumidores que continuavam a procurar o site original da marca, facilitando a atuação de sites fraudulentos com endereços semelhantes aos legítimos.

A prática está associada ao chamado “poisoning”, técnica através da qual agentes maliciosos tentam influenciar os dados disponíveis online para que sistemas de IA ou motores de pesquisa possam apresentar ligações fraudulentas como se fossem resultados credíveis. Em alguns casos, os sites clonados exibem descontos elevados e páginas visualmente semelhantes às de retalhistas reais, levando os consumidores a pagar por produtos que não chegam a ser entregues.

O risco é particularmente relevante para o retalho porque a pesquisa assistida por IA começa a tornar-se uma porta de entrada para decisões de compra. À medida que os consumidores recorrem a assistentes digitais para encontrar produtos, comparar preços ou identificar lojas, a autenticidade dos links apresentados ganha importância acrescida para a segurança da jornada de compra.

Especialistas em prevenção de fraude recomendam que os consumidores verifiquem sempre o endereço do site antes de comprar, evitem clicar diretamente em ligações geradas por ferramentas de IA quando se trata de pagamentos, desconfiem de descontos excessivos e confirmem se a página aceita métodos de pagamento seguros. Sinais como domínio estranho, ausência de contactos claros, erros no texto, urgência artificial ou pagamento apenas por transferência bancária devem ser tratados como indicadores de risco.

A OpenAI removeu sites sinalizados e permite aos utilizadores reportar conteúdos que violem as suas regras, segundo a informação citada pela imprensa britânica. Ainda assim, o caso mostra que a segurança no comércio digital passa a depender não apenas das plataformas de e-commerce e dos motores de pesquisa tradicionais, mas também dos novos intermediários de descoberta baseados em IA.

Para os retalhistas, o episódio reforça a necessidade de monitorizar domínios fraudulentos, proteger marcas contra falsificação e comunicar de forma clara quais são os canais oficiais de venda. Num ambiente em que a descoberta de produtos pode começar numa conversa com um assistente de IA, a confiança digital torna-se uma dimensão central da experiência de compra.

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