O grupo Arié, dono da Perfumes & Companhia, comprou a operação da Primor em Portugal, que inclui 25 lojas e cerca de 900 trabalhadores. A informação foi avançada pelo ECO e confirmada pelo Jornal de Negócios, que refere que a empresa comunicou a operação aos colaboradores das perfumarias.
Os valores do negócio não foram divulgados. A operação envolve a aquisição da marca no mercado nacional, bem como das atividades de retalho físico e online da Primor em Portugal, mas não prevê uma fusão com a Perfumes & Companhia. Segundo a informação divulgada, as duas insígnias vão manter identidade, autonomia de gestão, posicionamento comercial e planos de crescimento próprios.
Numa mensagem enviada aos colaboradores da Perfumes & Companhia, citada pelo ECO, o grupo Arié sublinhou que a marca “mantém-se totalmente autónoma”, preservando a sua cultura, relação com os clientes e equipas. A empresa enquadra a aquisição como uma parceria estratégica destinada a reforçar capacidade de crescimento, competitividade e sinergias dentro do grupo.
A Perfumes & Companhia conta com 129 lojas em Portugal, enquanto a Primor deverá continuar a operar de forma independente, mesmo em centros comerciais onde as duas marcas coexistem. O ECO dá como exemplo o Centro Colombo, em Lisboa, onde as lojas das duas insígnias deverão manter-se em funcionamento.
A operação difere da aquisição das perfumarias Marionnaud em Lisboa, realizada pelo grupo Arié em 2020, que resultou na integração dessas lojas na rede Perfumes & Companhia. Neste caso, a estratégia passa por manter as duas marcas separadas, com ofertas e posicionamentos distintos no mercado de beleza e perfumaria.
A Primor, fundada em 1953 em Málaga, entrou em Portugal em dezembro de 2019 e desenvolveu presença em várias cidades, incluindo Lisboa, Porto, Braga, Vila Real, Coimbra, Guimarães, Portimão, Viana do Castelo, Funchal e Cascais. No site português, a marca apresenta-se como uma plataforma de beleza com perfumes, maquilhagem, cosmética e cuidados pessoais, além de operação online com entrega no mercado nacional.
Segundo os dados citados pelo ECO, a sucursal portuguesa da Primor faturou 46,9 milhões de euros no último ano, quase duplicando as vendas face a 2024, e registou um resultado líquido de cerca de 959 mil euros, depois de prejuízos no exercício anterior.

D.R.
