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Quando o prazer do cliente faz a minha venda

Quando o prazer do cliente faz a minha venda

Num mercado cada vez mais competitivo, encontrar novas estratégias de venda, que se traduzam em rentabilidade efetiva para as empresas, pode ser uma dor de cabeça daquelas que não passa com um comprimido. Mas o gestor de recursos humanos pode ser um agente de mudança, também nos processos de vendas. Como? Capacitando os vendedores e orientando-os para o prazer. Tal como numa relação amorosa, é vital criar impactos positivos, preocupar-se com o bem-estar do cliente, seduzi-lo e atacar no momento certo. 

«O mundo mudou, e as organizações mudaram muito pouco», referia Pedro Geraldes, diretor do IFE – International Faculty for Executives no âmbito do EXPO’RH, que decorreu em Março no Centro de Congressos do Estoril. «As empresas continuam a fazer as mesmas coisas e a ter os mesmos resultados, pelo que é preciso mudar o ‘mindset’.»

É precisamente uma mudança de perspectiva e de objectivo o que preconiza Pedro Malaca, business coach e orador no encontro para profissionais dos recursos humanos. O processo de venda, seja de um produto ou de um serviço, é muito semelhante ao processo de fazer a corte a alguém, afirma. Porque em ambos os casos se geram expectativas que poderão sair goradas caso não sejam dados os passos certos. «Um impacto negativo pode interferir com a venda e com a fidelização», refere Pedro Malaca, salientando que as equipas de comerciais devem pensar o mais possível “fora da caixa”, estar orientadas para acolher bem o cliente, dar-lhe um tratamento personalizado. No fundo, mimá-lo. Porque um impacto positivo gera novos impactos positivos e assim sucessivamente. «Temos de ter cuidado com estas coisas, porque se estivermos dispostos gerar impactos positivos arriscamo-nos a que as pessoas gostem de nós!», ironiza.

 

 

Pedro Malaca

 

«É necessário haver ‘equipas de prazer no processo de venda»


 

Como é que um gestor de recursos humanos pode orientar a equipa de comerciais de uma empresa para que saibamseduzir’ os clientes e, por conseguinte, aumentar as vendas?

Pedro Malaca: Deve ajudar as pessoas a conhecerem-se, a saber o que está dentro delas que pode levar a essa diferença. Tem de ajudar a pessoa a descobrir o seu poder. E depois, ajudá-la a mudar o foco no processo de aproximação aos clientes. Ou seja, todas as pessoas andam focadas em vender, e a verdade é que, se estiverem só focadas nesse fim, às tantas as vendas vão acabar. Se os comerciais, não se desfocando das vendas, se começarem a focar também no prazer, vão começar a dar mais experiências positivas aos clientes. E se têm clientes mais satisfeitos têm mais rentabilidade.

 

Os comerciais deverão então encarar o processo como algo faseado, que não é apenas a venda em si?

PM: Claramente. Os processos de venda têm de estar adaptados. É necessário haver ‘equipas de prazer’ alinhadas num processo de venda em que o auge é a entrega ao cliente. Se a empresa tiver a preocupação de o fazer, garantidamente, vai criar melhores impactos no cliente e será referenciada. Ou seja, é mudar os processos de venda tal como eles estão e ajudar as pessoas a encararem novos processos. E todos na empresa devem estar alinhados – tanto o back office como o front office. Os impactos negativos vão existir sempre, mas há que tentar minimizá-los e aumentar os positivos. E isso são processos que têm de se introduzir nas empresas nas diversas áreas.

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