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IA ganha espaço na descoberta de produtos, mas confiança dos consumidores recua

IA ganha espaço na descoberta de produtos, mas confiança dos consumidores recua iStock

Sete em cada dez consumidores dizem ter aumentado, no último ano, o uso de inteligência artificial (IA) para procurar produtos e marcas, mas a perceção de utilidade destas ferramentas face à pesquisa tradicional recuou, segundo um inquérito da Fractl, agência norte-americana de marketing digital.

O estudo, realizado junto de 1.008 consumidores nos Estados Unidos da América (EUA), indica que apenas 4% dos inquiridos nunca utilizaram ferramentas de IA para pesquisas.

 

Apesar do crescimento da utilização, 54% dos consumidores consideram a IA mais útil do que a pesquisa tradicional, uma descida face aos 82% registados em 2025. No mesmo período, a percentagem de inquiridos que classifica a IA como menos útil do que a pesquisa tradicional aumentou de 3% para 17%.

Os resultados mostram também diferenças geracionais. Os consumidores da Geração Boomer são os que mais tendem a considerar a pesquisa com IA mais útil do que a tradicional, com 63%, acima dos 47% registados entre os consumidores da Geração Z.

 

A utilização de IA pelas marcas surge como um fator relevante na confiança dos consumidores. Segundo o inquérito, a percentagem de consumidores que afirma que o uso intensivo de IA por uma marca favorita reduziria a sua confiança duplicou, passando de 20% em 2025 para 40%.

Entre os inquiridos, 14% afirmam que a confiança numa marca diminuiria significativamente com uso intensivo de IA. Em sentido contrário, outros 14% dizem que confiariam mais numa marca que utilizasse IA de forma intensiva.

 

A preocupação é mais expressiva entre os consumidores da Geração Z: 54% afirmam que a sua confiança diminuiria se uma marca favorita usasse IA na maior parte do marketing. A percentagem compara com 33% entre a Geração X e 32% entre os Boomers. O estudo indica ainda que as mulheres penalizam mais este uso do que os homens, com 44% contra 34%.

A transparência na identificação de conteúdos gerados por IA é outro ponto destacado. De acordo com o inquérito, 84% dos consumidores querem que os conteúdos escritos com recurso a IA sejam identificados. A exigência é ainda maior nos formatos vídeo, imagem e áudio, com 91%, 90% e 87%, respetivamente, a defenderem a rotulagem desses conteúdos.

 

O estudo indica ainda que 64% dos consumidores acreditam que a IA substituirá os motores de pesquisa tradicionais nos próximos cinco anos, um valor próximo dos 66% registados em 2025. Entre os Boomers, esta expectativa sobe para 80%, enquanto na Geração Z se situa nos 51%.

Quando questionados sobre as fontes em que mais confiam para recomendações de produto, os consumidores colocam os resultados de pesquisa do Google em primeiro lugar, com 39%. O Reddit surge em segundo lugar, com 15%, ligeiramente acima das ferramentas de IA, que recolhem 14%. Sites de avaliações e recomendações de amigos ou familiares surgem ambos com 11%.

Segundo a análise, as ferramentas de IA já são um interveniente estabelecido na pesquisa de produto, mas ainda não atingiram o mesmo nível de confiança de outras fontes. Para recomendações associadas à compra, o Google mantém uma vantagem de cerca de três para um face à IA.

 

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