O comércio eletrónico em Portugal deverá manter a trajetória de crescimento em 2026, com uma estimativa média de aumento das vendas online de cerca de 9,5% no primeiro semestre, segundo a primeira vaga do Barómetro CTT e-commerce de 2026.
Os dados, recolhidos junto de 47 empresas e especialistas do setor, indicam que 83% dos inquiridos antecipam uma evolução positiva das vendas online no arranque do ano, após um desempenho já favorável em 2025.
No ano passado, 85,1% do painel reportou crescimento das vendas online face a 2024, com mais de metade (53,2%) a indicar aumentos superiores a 10%. Apenas 10,6% referiu uma quebra nas receitas. O ponto médio do crescimento estimado para 2025 situou-se em 10,5%, de acordo com os dados apresentados no gráfico de resultados.
O peso do e-commerce continua relevante no retalho, com 51,1% dos participantes a indicar que as compras online já representam mais de 15% do total nos seus setores. Ainda assim, cerca de um quarto aponta para um peso inferior a 7%, evidenciando diferenças entre categorias.
Ao nível da logística, a adesão ao “sameday delivery” mantém-se estável: 53,2% das empresas já disponibilizam ou planeiam oferecer entregas no próprio dia, enquanto 46,8% não prevê adotar esta solução.
As opções de entrega fora de casa, como lockers, pontos de conveniência e click & collect, são identificadas como as que apresentam maior potencial de crescimento, num contexto em que os operadores tendem a diversificar a oferta logística. Em paralelo, entregas gratuitas, rapidez e previsibilidade são os atributos mais valorizados pelos consumidores.
No plano tecnológico, a Inteligência Artificial e o Data Analytics surgem como prioridade de investimento para a maioria dos operadores, com 39 dos 47 inquiridos a apontarem estas áreas como as mais relevantes para os próximos 6 a 12 meses. As aplicações concentram-se sobretudo em customer service e recomendações personalizadas de produtos.
Em matéria de sustentabilidade, a utilização de embalagens recicláveis destaca-se como a prática mais adotada, ultrapassando a oferta de produtos sustentáveis.
O Barómetro CTT e-commerce baseia-se num inquérito a empresas de diferentes setores do retalho online, incluindo vestuário, eletrónica, grande distribuição e marketplaces, e não considera fluxos cross-border de grandes plataformas internacionais.

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