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Supply Chain

Alibaba abre ‘cordões à bolsa’ e oferece 1,3 mil milhões por plataforma de entregas

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A Alibaba apresentou uma oferta de 1,5 mil milhões de dólares, cerca de 1,3 mil milhões de euros, para adquirir a plataforma chinesa de entregas de mercearia Pupu, num movimento que poderá intensificar a concorrência no comércio instantâneo na China. A operação foi avançada pela Bloomberg e citada pelo Jornal de Negócios.

A Pupu, também conhecida como Pupu Supermarket, é uma plataforma especializada em entregas rápidas de produtos frescos, mercearia e artigos de consumo diário. Fundada em 2016, a empresa opera com um modelo assente em armazéns urbanos e promete entregas em cerca de 30 minutos, cobrindo categorias como fruta, legumes, carne, peixe, ovos e produtos para o lar.

A oferta surge num momento de forte competição entre os grandes operadores digitais chineses. De acordo com meios chineses, Alibaba, JD.com e Meituan têm estado envolvidas numa disputa pela aquisição da Pupu, cuja avaliação terá sido colocada entre 2 mil milhões e 5 mil milhões de dólares.

Para a Alibaba, uma eventual aquisição permitiria reforçar a sua presença no comércio de proximidade e nas entregas de conveniência, áreas em que compete diretamente com a Meituan e a JD.com. A empresa tem vindo a integrar serviços de entrega rápida no seu ecossistema de e-commerce, incluindo a operação de food delivery Ele.me e o portal Taobao Instant Commerce.

A disputa pela Pupu reflete a importância crescente do chamado instant commerce, modelo em que plataformas digitais combinam inventário local, armazéns de proximidade e entregas ultrarrápidas para responder a compras de necessidade imediata. Este segmento tornou-se estratégico para operadores de e-commerce, retalho alimentar e plataformas de delivery, sobretudo em mercados urbanos densos.

A concretização da operação ainda não está confirmada. As informações disponíveis apontam para uma oferta da Alibaba e para uma disputa com outros potenciais compradores, mas não indicam acordo final nem aprovação regulatória. Para o mercado chinês, o desfecho poderá influenciar o equilíbrio competitivo entre os principais grupos digitais no retalho alimentar online e na entrega rápida de produtos essenciais.

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