A Portugal Fintech promove, a 6 de maio, o FinAI Playbook, um evento executivo que reúne bancos, seguradoras e fintechs para debater a aplicação prática da inteligência artificial nos processos de negócio.
De acordo com o comunicado de imprensa, a iniciativa decorre na Fintech House, no SITIO, e centra-se na transição da IA da fase experimental para a implementação com impacto operacional.
O evento junta cerca de 60 decisores seniores do setor financeiro português num formato fechado e orientado para a prática, substituindo o modelo tradicional de conferência por sessões de trabalho com grupos reduzidos entre 15 e 20 participantes. O objetivo passa por desenvolver frameworks e modelos de decisão com potencial de implementação num horizonte de três a doze meses.
A iniciativa surge num contexto em que a inteligência artificial (IA) assume um papel estrutural na indústria financeira. Segundo o Portugal Fintech Report 2025, 74% das fintechs em Portugal já integram IA nos seus produtos e 90% utilizam-na nas operações internas. Ainda assim, a escalabilidade das soluções continua a ser um desafio, nomeadamente ao nível do impacto mensurável, governance e alinhamento entre áreas como negócio, risco, compliance e tecnologia.
Marta Palmeiro, membro do board da Portugal Fintech, afirma que “já não é uma questão de se a inteligência artificial vai transformar o setor financeiro, isso já está a acontecer”, acrescentando que “a diferença vai estar em quem consegue implementá-la com escala, segurança e impacto real”.
O FinAI Playbook integra especialistas internacionais e profissionais ligados ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial em contextos regulados. Entre os participantes estão Gary Dolman, cofundador da Monzo, Catarina Farinha, da equipa de Applied AI da Sword Health, e outros profissionais que operam na interseção entre tecnologia, negócio e regulação.
Segundo Miguel Ricardo, General Manager do SITIO, a iniciativa enquadra-se numa estratégia de desenvolvimento de ecossistemas colaborativos, onde “instituições financeiras, startups e tecnologia trabalham lado a lado de forma prática e orientada a resultados”.
 

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