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Retalho

Sonae aumenta volume de negócios para 2,7 mil milhões no primeiro trimestre

Sonae aumenta volume de negócios para 2,7 mil milhões no primeiro trimestre Direitos Reservados

A Sonae fechou o primeiro trimestre de 2026 com um volume de negócios consolidado de 2,7 mil milhões de euros, um crescimento homólogo de 7,1%, impulsionado pelo desempenho dos negócios de retalho, pelo crescimento orgânico e pela expansão do parque de lojas.

De acordo com o comunicado de imprensa, o EBITDA subjacente aumentou 17%, para 255 milhões de euros, enquanto o resultado líquido atribuível aos acionistas cresceu 11%, para 47 milhões de euros face ao período homólogo.

 

De acordo com a informação divulgada pelo grupo, o desempenho das vendas foi suportado por contributos positivos das operações de retalho, compensando o impacto da alienação da MO e da Zippy no terceiro trimestre de 2025.

A margem EBITDA subjacente aumentou de 8,5% para 9,3%, refletindo o crescimento das vendas e ganhos adicionais de eficiência operacional. O EBITDA consolidado atingiu 284 milhões de euros, acima dos 250 milhões registados no período homólogo.

 

A dívida líquida consolidada diminuiu 163 milhões de euros em termos homólogos, para 1,7 mil milhões de euros, suportada pela evolução do fluxo de caixa operacional. O loan-to-value reduziu para 13%. O valor líquido dos ativos, com base em referências de mercado, aumentou para 5,5 mil milhões de euros, mais 20% em termos homólogos e mais 9% face ao trimestre anterior.

No retalho alimentar e de saúde e beleza, a MC registou um volume de negócios de 2,1 mil milhões de euros, mais 8,7% face ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA subjacente atingiu 214 milhões de euros, com a margem a aumentar para 10%. No retalho alimentar, o volume de negócios cresceu 8%, para 1,7 mil milhões de euros, suportado por crescimento like-for-like a um nível semelhante, aumento de volumes e efeito de mix associado ao calendário da Páscoa e ao calendário promocional.

 

No segmento de saúde e beleza, que inclui Wells, Druni e Arenal, o volume de negócios aumentou 11,5%, para 437 milhões de euros, com crescimento like-for-like de 5,4%. A Druni prosseguiu a expansão em Portugal, com a abertura da quinta loja no final do trimestre. O canal online manteve uma dinâmica positiva, em particular na Wells.

A Worten registou um crescimento homólogo de 8,9% no volume de negócios, para 352 milhões de euros, com crescimento like-for-like de 7,6%. A evolução foi sustentada pelas categorias de eletrónica e eletrodomésticos, com volumes de vendas a aumentarem cerca de 7%, e pela expansão de dois dígitos nos serviços. O canal físico beneficiou de maior tráfego em loja e o online cresceu com a melhoria da conversão e o reforço da aplicação Worten enquanto canal de vendas e relacionamento com o cliente.

 

A iServices, marca internacional de reparação móvel da Worten, abriu 10 novas lojas durante o trimestre, três em Portugal e sete noutras geografias europeias onde já estava presente.

No retalho de produtos e cuidados para animais de estimação, a Musti aumentou as vendas líquidas em 16%, para 139 milhões de euros. O crescimento foi suportado por uma evolução like-for-like de 3,9% e pelo contributo da aquisição da ZU em Portugal. A rede cresceu em 16 localizações durante o trimestre, atingindo 513 localizações, incluindo lojas e clínicas veterinárias, além do canal online.

Na área imobiliária, a Sierra manteve um desempenho suportado pelo portefólio europeu de centros comerciais, pela expansão do negócio de serviços e pelo desenvolvimento imobiliário. As vendas dos lojistas cresceram 5,4% em base like-for-like e a taxa de ocupação manteve-se próxima da plena ocupação, nos 99%. O resultado líquido da Sierra atingiu 20 milhões de euros no primeiro trimestre.

Nas telecomunicações, a NOS registou receitas consolidadas de 460 milhões de euros, mais 1,9% em termos homólogos. A evolução foi impulsionada pelos segmentos de IT e de Cinema e Audiovisuais, compensando uma ligeira redução no segmento de Telecomunicações, parcialmente afetado por efeitos temporários relacionados com condições meteorológicas. Nas contas consolidadas da Sonae, o contributo da NOS através do método da equivalência patrimonial foi de 20 milhões de euros.

Cláudia Azevedo, CEO da Sonae, afirma que o grupo iniciou 2026 com “mais um forte trimestre”, combinando “crescimento, disciplina operacional e execução estratégica”. A responsável destaca ainda que, ao nível do grupo, a Sonae alcançou “um máximo de vendas e uma melhoria significativa da rentabilidade”, com reforço da margem de EBITDA subjacente.

A responsável refere também a aceleração do investimento em competências e aplicações de inteligência artificial, que, segundo a empresa, permitiram gerar ganhos de eficiência e melhorar a experiência do cliente em vários negócios.

“Continuaremos focados na execução da nossa estratégia com ambição e disciplina”, afirma Cláudia Azevedo, sublinhando que o contexto externo permanece incerto.

 

 

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