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Terminal as a Service: a oportunidade para transformar a gestão dos pagamentos em Portugal

Terminal as a Service: a oportunidade para transformar a gestão dos pagamentos em Portugal

Hugo Duarte
Country Sales Manager, Necomplus Portugal

O pagamento contactless é hoje uma solução essencial no comércio físico em Portugal, refletindo a crescente preferência por métodos de pagamento rápidos e seguros. Os dados do Banco de Portugal confirmam-no: praticamente a totalidade dos pagamentos, concretamente 89,5%, são realizados sem numerário, sendo o pagamento com cartão responsável pela maior parte das transações no dia a dia dos estabelecimentos comerciais. Este nível de adoção coloca o terminal de pagamento numa posição crítica dentro da operação: quando o pagamento funciona, passa despercebido; quando falha, o impacto é imediato na experiência do cliente e na continuidade do negócio.
Neste contexto, o debate já não se centra na incorporação de novos métodos de pagamento, mas sim na forma como o ecossistema existente é gerido. A estabilidade do serviço, a disponibilidade dos terminais e a capacidade de resposta rápida a qualquer incidência tornaram-se prioridades estratégicas tanto para os comerciantes como para as instituições financeiras. O foco desloca-se, assim, do dispositivo para o modelo de gestão do serviço de pagamento.
É precisamente a partir desta perspetiva que o modelo Terminal as a Service (TaaS) ganha relevância. Trata-se de uma abordagem ainda inovadora no mercado português, mas com um elevado potencial transformador. O TaaS representa uma mudança de paradigma: o terminal deixa de ser um ativo que o cliente tem de gerir para se tornar um serviço integral, totalmente externalizado, com um único responsável de ponta a ponta.

“O TaaS representa uma mudança de paradigma: o terminal deixa de ser um ativo que o cliente tem de gerir para se tornar um serviço integral”

Neste modelo, a Necomplus assume a responsabilidade total pelo serviço de pagamento. Não apenas pelo hardware, mas por tudo o que o envolve: logística, instalação, manutenção, reparação, substituição e suporte. Isto permite ao cliente libertar-se da gestão operacional e concentrar-se no que verdadeiramente acrescenta valor ao seu negócio, com a tranquilidade de saber que o serviço está nas mãos de um parceiro especializado.
Para além da simplificação operacional, este modelo traduz-se num impacto direto no desempenho do negócio. A externalização integral do serviço permite reduzir custos ocultos associados à gestão interna de incidências, otimizar a logística e melhorar a disponibilidade dos terminais, garantindo níveis de serviço consistentes. Ao mesmo tempo, liberta recursos internos e permite às organizações focarem-se na sua atividade principal, com um modelo escalável que acompanha o crescimento do negócio, adaptando-se a diferentes tipologias de clientes, volumes de operação e contextos de mercado, sem aumentar a complexidade operacional.
Existe, contudo, um elemento-chave que diferencia esta abordagem: a responsabilidade. Num modelo TaaS bem estruturado, o cliente não “confia”, exige. Exige níveis de serviço, cumprimento de compromissos e uma operação alinhada com as suas necessidades. A responsabilidade está claramente definida e concentrada num único fornecedor, o que reduz riscos, elimina fricções e assegura clareza contratual.
Este modelo só é possível quando o fornecedor possui um conhecimento profundo da gestão das redes de pagamento e uma capacidade real de otimizar cada processo. Na Necomplus, contamos com anos de experiência na operação e gestão de grandes parques de terminais em diferentes mercados, o que nos permitiu estandardizar operações, antecipar incidências e melhorar continuamente a eficiência do serviço. Não se trata apenas de operar, mas de compreender o sistema como um todo e atuar como um verdadeiro orquestrador do ecossistema de pagamentos.
Essa capacidade é ainda suportada por tecnologia própria. PI é a solução própria que permite o controlo e a gestão eficaz de um parque de terminais à escala. Através do PI, é possível obter uma visibilidade completa do estado dos dispositivos, monitorizar o desempenho do serviço, gerir incidências de forma proativa e garantir o cumprimento dos níveis de serviço acordados. É a base que torna o TaaS um modelo mensurável, auditável e escalável.
Adicionalmente, a adoção de um modelo como o TaaS não implica uma rutura com a operação existente. A transição pode ser realizada de forma progressiva e controlada, adaptando-se à realidade de cada organização e garantindo a continuidade do serviço em todos os momentos. A experiência acumulada na gestão de migrações complexas permite implementar este modelo minimizando riscos e assegurando uma evolução natural para uma gestão mais eficiente e profissional do ecossistema de pagamentos.
Num mercado como o português, onde o pagamento eletrónico é essencial para a atividade diária do comércio, avançar para modelos de serviço mais profissionais, com responsabilidades bem definidas e controlo operacional, não é apenas uma evolução natural: é uma necessidade estratégica.

 

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