A Co-op está a enfrentar críticas no Reino Unido pela utilização de robots autónomos de entrega de compras alimentares, depois de a organização Living Streets ter alertado para riscos de segurança e acessibilidade nos passeios. A entidade, dedicada à defesa dos peões, escreveu à CEO interina da retalhista, Kate Allum, defendendo que a parceria com a Starship Technologies pode criar dificuldades acrescidas para idosos e pessoas com deficiência.
Os robots de seis rodas são utilizados para entregar compras a partir de lojas Co-op selecionadas em localidades como Leeds, Milton Keynes e Northampton. As encomendas são feitas através da aplicação da Starship Technologies, e não diretamente pelos canais digitais da Co-op.
Segundo a Retail Gazette, a Living Streets afirma ter recebido relatos de pessoas em várias zonas do Reino Unido que consideram que estes equipamentos limitam a acessibilidade nos passeios. A organização defende que os passeios não devem ser tratados como rotas logísticas, sobretudo quando são usados por pessoas mais vulneráveis ou com mobilidade condicionada.
A controvérsia surge num momento em que o Governo britânico avalia uma atualização do enquadramento legal para robots autónomos de entrega. De acordo com a publicação, os equipamentos operam atualmente numa zona regulatória pouco definida, estando em análise a possibilidade de serem classificados de forma semelhante às trotinetes elétricas e a outros veículos de micromobilidade.
A Living Streets aponta ainda exemplos internacionais onde estes robots foram alvo de restrições ou proibições, incluindo Toronto e algumas zonas de Chicago, na sequência de preocupações com colisões e ferimentos de peões.
Um estudo encomendado pela Starship estimou que uma utilização mais alargada de robots de entrega no Reino Unido poderia aumentar os gastos das famílias em compras alimentares em cerca de 125 milhões de libras e poupar o equivalente a 300 mil horas de trabalho.
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