O retalho afirmou-se como um dos segmentos com maior peso no investimento imobiliário comercial em Portugal no primeiro trimestre do ano, ao assegurar 37% da atividade. A hotelaria liderou com 39% do volume e um salto de 130% em termos homólogos, apoiada na força do turismo
Segundo a nota de imprensa, o desempenho do setor do retalho foi suportado por níveis de afluência estáveis e por uma oferta limitada de ativos prime disponíveis no mercado. A comunicação também avança que 53% do volume total de investimento em retalho correspondeu à venda de participações relacionadas com o Gaia Shopping e o Arrábida Shopping, adquiridas através de uma parceria entre a Sonae Sierra e o Crédito Agrícola.
A logística mantém uma dinâmica semelhante à observada nos mercados europeus, onde continua a ser uma das classes de ativos mais procuradas. Em Portugal, contudo, os volumes transacionais permanecem limitados pela reduzida oferta de ativos prime a chegar ao mercado.
Os data centres surgem, pela primeira vez, com uma quota de 5% do investimento, marcando a entrada deste tipo de ativo na estratégia dos investidores em Portugal. Esta evolução acompanha a expansão das infraestruturas digitais na Europa.
Do lado do capital, o trimestre foi marcado pelo peso dos investidores institucionais e dos fundos de private equity. Em conjunto, estas duas categorias concentraram 64% do montante aplicado, repartido entre 34% para investidores institucionais e 30% para fundos de private equity.
O capital nacional consolidou uma quota de 47%, sinalizando confiança dos investidores portugueses no mercado interno. Estados Unidos, Espanha e França asseguraram 37% da atividade cross-border.
O valor transacionado foi também suportado por um aumento do ticket médio das operações, que se fixou em cerca de 32,5 milhões de euros, aproximadamente 2% acima do nível registado no ano anterior.
Apesar da persistência da incerteza global, a informação divulgada aponta para um contexto favorável ao mercado imobiliário português, sustentado por estabilidade política, fundamentais ocupacionais sólidos e procura consistente por parte dos investidores.

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