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Retalho

Smartphone foi usado por quase metade dos consumidores na última compra de retalho, diz estudo

Smartphone foi usado por quase metade dos consumidores na última compra de retalho, diz estudo

Quase metade dos consumidores a nível global utilizou o smartphone na sua mais recente compra de retalho, segundo o relatório “2025 Global Digital Shopping Index”, da PYMNTS Intelligence e da Visa Acceptance Solutions.

O estudo aponta para uma maior integração entre comportamentos de compra digitais e físicos, com impacto nas estratégias de pagamento, checkout móvel e comércio unificado dos retalhistas.

 

De acordo com o relatório, 48% dos consumidores usaram o telemóvel na última transação de retalho. Este valor inclui 24,3% que utilizaram o dispositivo durante compras em loja e 23,7% que concluíram compras totalmente online através do telemóvel.

A utilização do smartphone é mais expressiva entre consumidores mais jovens e pais. Cerca de 60% dos millennials e dos consumidores com filhos recorreram ao telemóvel como parte da sua última compra. Segundo os investigadores, os consumidores esperam cada vez mais uma transição sem fricção entre experiências móveis, online e em loja.

 

O estudo destaca também o peso crescente do “mobile window shopper”, consumidor que pesquisa em sites de retalhistas através do telemóvel. De acordo com a análise, 60% dos consumidores consultam sites de retalhistas no smartphone várias vezes por semana, enquanto quase um terço o faz diariamente ou quase diariamente.

Estes consumidores compram produtos em quase metade das vezes em que pesquisam, frequentemente em categorias discricionárias como eletrónica, vestuário e hobbies. O relatório indica que estes dados reforçam a necessidade de os retalhistas priorizarem experiências de checkout móvel com menor fricção, credenciais de pagamento armazenadas e autenticação biométrica, de forma a reduzir carrinhos abandonados e aumentar conversões.

 

As funcionalidades digitais com maior influência na escolha do retalhista são, segundo o relatório, os métodos de pagamento preferidos, recompensas, cupões, informação detalhada sobre produtos e lojas online fáceis de navegar.

Apesar desta evolução, muitos retalhistas admitem dificuldades em acompanhar as expectativas dos consumidores. Quase 60% dos retalhistas inquiridos afirmam estar preocupados com a capacidade da atual tecnologia de pagamentos para responder a futuras exigências de compras mobile-first. A complexidade dos canais, os riscos de segurança de dados e os desafios no serviço ao cliente são apontados como obstáculos relevantes.

 

O estudo baseia-se em inquéritos a mais de 18.000 consumidores e 3.400 comerciantes em oito países. Os consumidores com maior envolvimento digital foram identificados na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Brasil, enquanto os Estados Unidos da América (EUA) e o Reino Unido registaram uma adoção mais lenta de comportamentos de compra assistidos digitalmente.

Segundo os investigadores, confiança e conveniência são agora fatores centrais nas preferências de pagamento dos consumidores. Os compradores mostram maior disponibilidade para guardar credenciais quando os comerciantes demonstram segurança forte e experiências de checkout sem fricção.

Apesar da maior presença do digital, as lojas físicas mantêm relevância. O relatório refere que 73% das compras ainda envolveram lojas em alguma fase do processo. No entanto, os consumidores esperam que as funcionalidades digitais acompanhem o percurso de compra em todos os canais.

A conclusão do estudo aponta para uma pressão crescente sobre os comerciantes para integrarem experiências mobile-first, pagamentos mais rápidos e menor fricção no checkout. Os retalhistas que não responderem a estas expectativas arriscam perder consumidores para concorrentes com experiências digitais mais integradas.

 

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