A The Navigator Company está a reforçar a utilização de inteligência artificial (IA) e tecnologias digitais nas áreas industrial, florestal e logística, com impacto na eficiência operacional, na redução de custos e na otimização de recursos.
Segundo a nota de imprensa, as primeiras medidas já têm efeitos visíveis nas operações desde o início de 2026.
Nos complexos industriais, a aplicação de modelos digitais e de IA permitiu reduzir o consumo de químicos, diminuir a variabilidade dos processos produtivos e melhorar a utilização de fibra e de outros recursos.
A utilização de ferramentas digitais de planeamento e apoio à decisão nas áreas florestais e de supply chain também já começou a gerar ganhos de eficiência operacional. De acordo com a informação divulgada, estas soluções permitem uma gestão mais precisa e uma redução de custos estruturais. O impacto foi sentido no primeiro trimestre deste ano, com potencial de crescimento ao longo de 2026, à medida que as ferramentas entram plenamente em funcionamento e avançam novas iniciativas digitais.
A estratégia digital da Navigator inclui ainda a integração de ferramentas de deteção remota e sistemas de informação geográfica suportados por diferentes fontes de dados, incluindo LiDAR, satélite e drones. O objetivo é reforçar a monitorização, caracterização e gestão das operações florestais.
No âmbito da operação florestal, a empresa introduziu a plantação mecanizada em terrenos declivosos com recurso ao equipamento Bracke. Desenvolveu também sistemas de silvicultura de precisão com geolocalização das plantas, permitindo a sua monitorização ao longo do ciclo. Estes sistemas estão incorporados nos equipamentos de plantação e são disponibilizados em várias plataformas digitais.
O mapeamento digital dos locais de plantação é previamente incorporado nos equipamentos, permitindo obter o registo exato da performance e das funções de plantação, incluindo a aplicação de rega e adubo.
A transformação digital da gestão florestal inclui mais de 30 projetos que integram IA, machine learning e robótica, com destaque para a utilização de dados de deteção remota na monitorização das operações.
Este investimento em inovação levou a empresa a atingir um total acumulado de 53 famílias de patentes. Nos últimos quatro anos, os investimentos nesta área ascenderam a cerca de 52 milhões de euros, com comparticipação do SIFIDE, o Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial.
Além da digitalização, a Navigator mantém, entre as prioridades definidas para 2026, a aposta na inovação florestal. Entre os projetos em curso está a gestão integrada de pragas e doenças, com recurso a soluções sustentáveis, incluindo a libertação controlada em campo de inimigos naturais de pragas que afetam o eucalipto. Estas libertações são autorizadas e acompanhadas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
O projeto de controlo biológico de pragas é desenvolvido pelo RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e do Papel. Iniciado em 2008, na Austrália, de onde foram importados os primeiros insetos, o projeto apresenta-se como alternativa ao combate químico. Segundo a informação disponibilizada, já foram libertadas na natureza três espécies, todas sujeitas a vários anos de quarentena e testes antes da autorização das entidades competentes.

