As vendas dos retalhistas nos centros Klépierre cresceram 4,4% no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo, com março a registar uma subida de 4,2%. O desempenho foi acompanhado por um aumento de 1,6% no número de visitantes nos centros comerciais do grupo.
De acordo com o comunicado de imprensa, espanha, Portugal, Noruega e República Checa destacaram-se neste período, com crescimentos das vendas dos retalhistas superiores a 5%. Entre os ativos com melhor desempenho estiveram Nueva Condomina, em Espanha, RomaEst e Campania, em Itália, e Blagnac, em França, que registaram crescimentos de vendas de um dígito elevado ou de dois dígitos.
No trimestre, a Klépierre registou um aumento de 2,8% nas receitas líquidas provenientes de rendas. As receitas líquidas de rendas comparáveis cresceram 2,6%, impulsionadas por eficiências operacionais e pelo crescimento das receitas dos centros comerciais, superando a indexação em 180 pontos base. A aquisição de Casamassima, em Bari, Itália, no final de 2025, também teve uma contribuição positiva.
A atividade de arrendamento manteve uma dinâmica sustentada. A reversão positiva de rendas foi de 4,9% em renovações e novos contratos, enquanto a taxa de ocupação aumentou 40 pontos base face ao ano anterior, para 96,9%. O rácio de esforço de ocupação manteve-se estável nos 12,5%.
O EBITDA cresceu 2,7% face ao período homólogo. No plano financeiro, a 26 de fevereiro, o grupo emitiu 200 milhões de euros em novas obrigações sénior em duas linhas obrigacionistas existentes, com um spread médio de 75 pontos base, uma rentabilidade combinada de 3,1% e maturidade média de sete anos.
Após o reembolso da obrigação de fevereiro de 2026, a Klépierre indica não ter necessidades adicionais de refinanciamento este ano. A dívida líquida situava-se em 7.475 milhões de euros, com um rácio dívida líquida/EBITDA de 6,8 vezes, custo médio da dívida de 1,9% e taxa de cobertura de 100% para 2026.
Em Portugal, a Klépierre reforçou a sua posição no Aqua Portimão. A 16 de abril, o grupo adquiriu ao parceiro de joint venture a participação remanescente de 50% no centro comercial, por um valor total de 59 milhões de euros.
Segundo a empresa, o Aqua Portimão registou um aumento de 33% na densidade de vendas nos últimos três anos. O centro integra insígnias internacionais, incluindo marcas da Inditex, Primark, JD Sports, Mango e Rituals.
Segundo a nota de imprensa, a Klépierre prevê criação adicional de valor com a conclusão da renovação da área de restauração, através de reversão positiva de rendas, beneficiando dos atuais níveis reduzidos do rácio de esforço de ocupação. A operação beneficiará ainda do regime português de isenção fiscal imobiliária. O grupo estima que a aquisição gere uma rentabilidade em caixa de um dígito elevado no primeiro ano.
A distribuição em numerário relativa ao exercício de 2025 é de 1,90 euros por ação, paga em duas prestações. Um adiantamento de 0,95 euros por ação foi pago a 10 de março de 2026, estando o pagamento do montante remanescente, também de 0,95 euros por ação, previsto para 7 de julho de 2026.
A Klépierre reiterou as previsões para o ano, mantendo a expectativa de alcançar um EBITDA mínimo de 1.130 milhões de euros e um fluxo de caixa corrente líquido por ação de pelo menos 2,75 euros.

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