Quantcast
Sustentabilidade

Mercado de recommerce atinge os 94 mil milhões de euros e antecipa-se um contínuo crescimento

Mercado de recommerce atinge os 94 mil milhões de euros e antecipa-se um contínuo crescimento iStock

Entre 2022 e 2023, o mercado europeu de reCommerce atingiu a avaliação de 94 mil milhões de euros e uma quota de mercado de 12,3%, se compararmos com o mercado total de e-Commerce europeu, de acordo com um estudo desenvolvido pela Cross-Border Commerce Europe.

A análise estima que o reCommerce aumente para uma quota de mercado de 14% já nos próximos três anos e atinja um valor de 120 mil milhões de euros até 2025.

 

De acordo com a análise, prevê-se que o mercado de reCommerce cresça até cinco vezes mais rápido do que o mercado de retalho em geral até 2025.

O reCommerce é um conceito relativamente novo no mercado e que deriva do termo e-commerce, em que, produtos não usados são vendidos, recondicionados ou reciclados. Desde artigos de moda, a móveis, livros ou aparelhos eletrónicos, o termo inclui soluções de reparação, refabrico, serviços de aluguer, recondicionamento, renovação e revenda. O termo está ligado a marketplaces como o OLX, Vinted, eBay ou AliExpress.

 

O conceito, ao valorizar bens usados ou em segunda mão, faz com que marketplaces de reCommerce estejam a contribuir para uma economia circular, onde se dá uma nova vida a produtos usados, adianta o estudo.

Apesar da inflação generalizada, a investigação indica que os consumidores estão a tentar manter o estilo de vida desejado, dentro das suas restrições orçamentárias, ao comprar em segunda mão, aderindo assim ao recente conceito.

 

Dados da análise efetuada referentes ao reCommerce:

– Cerca de 85% dos consumidores compraram ou venderam produtos usados no ano passado, com 27% a fazê-lo pela primeira vez.

 

– 76% dos consumidores acreditam que o estigma em torno das compras em segunda mão diminuiu e 41% admitem que comprar usado é um símbolo de status.

– 69% dos vendedores usaram o dinheiro que ganharam com a revenda para pagar contas ou cobrir despesas diárias, e 39% afirmam que a venda os ajudou a sobreviver.

Os investigadores deixam ainda a nota de que “embora a revenda seja um passo positivo, sos eus benefícios podem ser limitados se os compradores escolherem roupas de segunda mão em adição a, em vez de, roupas novas.

O aluguer pode ser mais prejudicial ao meio ambiente, principalmente devido ao transporte envolvido na troca de bens partilhados. As plataformas de aluguer online peer-to-peer, que oferecem produtos de moda de várias categorias, promovem a sustentabilidade, mas também aumentam as rotas logísticas”.

 

Não perca informação: Subscreva as nossas Newsletters

Subscrever