Retalho

9 tendências no retalho a serem observadas em 2019

9 tendências no retalho a serem observadas em 2019

Todos os anos, o setor do retalho modifica-se. A Prima Seller, empresa norte-americana de produtos de software que capacita o comércio multicanal dos retalhistas, fez as suas previsões relativamente às tendências para o universo retalhista e indica o que pode ser esperado para 2019 … e não só.

1. Omnichannel Retail é a norma
Chegou e com um estrondo! Hoje, ser retalhista não significa ser ativo apenas em lojas físicas ou em lojas on-line. Chegamos a um ponto em que é quase imperativo ter uma presença ativa em ambos. Além disso, há que também garantir que os pedidos sejam atendidos com eficiência, independentemente do ponto de contato.

Isto exige uma profunda integração em todos os canais – sites, mercados, redes sociais e lojas físicas. Isso significa manter os clientes envolvidos em todos os pontos do processo de compra até que a venda realmente aconteça.

Um software de gestão de inventário pode ajudar o retalhista a sincronizar o seu inventário com os canais de vendas (off-line e on-line) e permitir ficar por dentro dos pedidos em tempo real, garantindo o atendimento oportuno e simplificado de pedidos, mantendo os clientes satisfeitos.

2. Retalho físico está out, retalho experiencial está in
Com a geração do millennials a formar a maioria dos consumidores de hoje, mais retalhistas estão a trabalhar para transformar as compras numa experiência envolvente.

Acontece que o Alibaba já conseguiu isso, com a empresa a capitalizar a ferramenta mais facilmente disponível à disposição dos clientes – os seus smartphones – para criar uma experiência de retalho fenomenal. Quando um cliente gosta do que vê, apenas digitaliza um código de barras, paga eletronicamente e deixa a loja totalmente satisfeito (com a opção de ter o produto entregue em casa).

Os sistemas de ponto de venda baseados na cloud são um fator-chave, uma vez que simplificam as experiências de compras, dando aos clientes a liberdade de decidir como querem fazer compras.

3. Resolução de problemas com IA e Machine Learning
Personalizar a Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning para resolver problemas é o caminho a percorrer em 2019. Os dados em combinação com algoritmos sofisticados podem melhorar a qualidade do inventário, bem como as recomendações do produto. Isto deve e deve ser usados como vantagem e dar aos clientes o que eles querem, significando experiências personalizadas mais precisas do que as conhecidas anteriormente, que farão com que os compradores se aproximem.

4. Supply chains altamente automatizadas
Uma melhor supply chain é uma das áreas na qual os retalhistas devem investir em 2019. Com consumidores sem paciência e a querer os produtos da melhor qualidade disponíveis rapidamente, o retalhista precisa de ter sistemas de gestão de inventário e IA para previsões de stock para garantir que a supply chain é tão rápida quanto os clientes precisam, ou melhor, exigem.

Novas tecnologias, incluindo pickers robôs, dispositivos RFID, sistemas blockchain e praticamente qualquer outra tecnologia que possa tornar a supply chain mais rápida, é o caminho a percorrer. A automação de processos robóticos também aumentará a eficiência da supply chain e reduzirá consideravelmente os custos, automatizando as tarefas repetitivas.

5. Pesquisa baseada em voz e assistentes de voz para fazer compras
Os retalhistas sempre acreditam que o cliente é rei. E é por isso que as plataformas de conversação estão a crescer como nunca antes. Com mais retalhistas a preparar o caminho para experiências de compras mais envolventes, as compras baseadas em voz, provavelmente, serão a próxima grande novidade em 2019.

O Google, por exemplo, permite que os compradores comprem diretamente dos sites da Sephora e da Best Buy por meio do serviço Shopping Actions, que integra o Assistente Google, o Google Express e os recursos de pesquisa. Da mesma forma, o Alexa da Amazon também está a ganhar terreno.

Portanto, para quem desejar oferecer aos seus clientes uma experiência única de compra, adotar estas tecnologias baseadas em voz pode ser a resposta.

6. Maior presença social é necessária
Existe um enorme potencial para compras nas aplicações de redes sociais como Instagram e Facebook, desde que a colocação de encomendas e pagamentos sejam fáceis e compatíveis com os dispositivos móveis. Com o tempo, é possível criar uma experiência de compra inigualável no smartphone por meio de ofertas como tags de compra, looks ou vídeos que podem ser comprados.

Com a conveniência a tornar-se um aspeto crucial que influencia a decisão de um cliente de ficar na sua loja, quanto mais única tornar a experiência de compra on-the-go, maior a probabilidade de ser notado e os lucros começarem a aumentar.

Além disso, as redes sociais como plataforma de compra reduzem significativamente o funil de vendas. Isso é exatamente o que o retalhista precisa para obter mais conversões, sendo, por isso, necessário/obrigatório configurar o analytics e monitorizar as vendas nos vários canais e plataformas.

7. Cada vez melhores insights do consumidor
É tudo sobre o cliente. Sempre foi, é e será.

Se pretende envolver os clientes o suficiente para impulsionar as conversões, precisará de conhecer cada um deles até ao último detalhe. Embora isso possa parecer impossível no passado, os algoritmos inteligentes que coletam dados sobre o histórico de pesquisas, compras anteriores e muito mais, facilitaram a vida dos retalhistas.

Acrescente a isso a tecnologia da Inteligência Artificial (IA), como reconhecimento de imagem, e cada cliente desfruta de uma experiência de compra personalizada como nunca antes. Essa personalização, no entanto, só pode atingir o ponto ideal quando do lado do retalhista existirem dados abundantes, porém precisos.

2019 será um ano de possibilidades abundantes nesse aspeto – com mais retalhistas a procurar e a investir em tecnologia que reúna toda a jornada do cliente em todas as plataformas para oferecer uma visão de 360 graus dos compradores e seu comportamento de compra.

8. Uma economia circular crescente
O objetivo de uma economia circular é reduzir ou acabar com loops de material e energia, abrangendo a reutilização, reaproveitamento, reciclagem e upcycling.

A vantagem adicional? Economizar custos por ser capaz de reaproveitar os produtos.

Com o tempo, mais retalhistas consideram a sustentabilidade mais do que reduzir o desperdício, acreditando que é uma contribuição mensurável que importa.

Além disso, há também a consideração de um número crescente de clientes que querem saber como os produtos são produzidos. Os retalhistas precisam de ser capazes de responder a essa pergunta genuinamente.

9. Self-checkouts para reduzir os tempos de espera
Os self-checkouts são, frequentemente, introduzidos numa base experimental ou, pelo menos, até agora.

Em lojas lotadas, essa opção pode ajudar a mover a fila mais rapidamente. As insígnias devem ter alguns aspetos em mente:

  • Quando a velocidade do movimento é mais importante do que as interações no checkout, o self-checkout pode funcionar. Este é, geralmente, o caso em ruas comerciais movimentadas e lojas com um enorme número de clientes.
  • Quando uma loja é relativamente nova ou não costuma ter muitos clientes, as caixas controlados ajudam os clientes a interagir de forma produtiva. Essas interações também podem gerar repetições de visita à loja e, em consequência, compra.
  • Ao contrário de checkouts totalmente automáticos ou com serviço pessoal, é importante avaliar o que funciona para cada ponto de venda e seguir o caminho mais apropriado.