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Produção

Congresso das Marcas, da Centromarca, reuniu mais de 800 participantes no Estoril

A 4.ª edição do Congresso das Marcas, promovida pela Centromarca, reuniu mais de 800 participantes no Centro de Congressos do Estoril, sob o mote “À Velocidade Humana”. O evento juntou profissionais, líderes e decisores do setor do grande consumo para debater o impacto da aceleração tecnológica, económica e social no futuro das marcas.

Na abertura do congresso, o presidente da Centromarca, Nuno Fernandes Thomaz, defendeu a necessidade de uma “reflexão” e de uma “inquietação consciente” sobre o papel das marcas num contexto de transformação acelerada. O responsável alertou para a importância de salvaguardar a pessoa humana na era digital e sublinhou que o setor das marcas, da indústria e do grande consumo “não pode limitar-se a reagir”.

“Num mundo pressionado por inflação persistente, instabilidade geopolítica, transformação tecnológica abrupta, reorganização de cadeias de abastecimento, desafios demográficos e crescente erosão da confiança, o setor das marcas, da indústria e do grande consumo não pode limitar-se a reagir. Tem de liderar. Tem de interpretar. Tem de influenciar”, afirmou Nuno Fernandes Thomaz.

O presidente da Centromarca dirigiu ainda um apelo ao Governo, pedindo “respostas equilibradas, cirúrgicas e não discriminatórias” perante a crise inflacionista, e defendeu que “pensar marcas é pensar economia”. Na sua intervenção, associou a competitividade das marcas à capacidade de Portugal captar e reter talento, num contexto de novas dinâmicas económicas, tecnológicas e profissionais.

A sessão de abertura contou também com Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, que destacou o momento de transição que Portugal atravessa, marcado pelo encerramento do PRR em 2026, pela conclusão do atual quadro comunitário de fundos europeus e pela preparação do novo quadro financeiro para 2028-2035.

“Estamos num momento de reforço da nossa capacidade, da nossa competitividade e do nosso tecido produtivo. Procuramos alavancar não só a atratividade que o país tem, mas aquilo que é relevante e essencial para as empresas e para os empresários: confiança e previsibilidade”, afirmou Pedro Machado.

O governante destacou ainda medidas como a redução do IRC e a diminuição da taxa de IRS, enquadrando-as numa estratégia de criação de condições mais favoráveis à atividade empresarial e à atração e retenção de talento jovem. Na mesma intervenção, rejeitou a ideia de Portugal como país periférico, afirmando que “Portugal é um dos países mais competitivos do mundo”.

A manhã incluiu a entrega da 8.ª edição do Prémio “Jornalismo Que Marca”, promovido pela Centromarca. A distinção principal foi atribuída à jornalista Amélia Moura Ramos, da SIC, pela reportagem “As Linhas que nos Cos(z)e(€)m”, dedicada ao impacto das plataformas internacionais de comércio digital no mercado europeu e nos consumidores. O júri atribuiu ainda uma Menção Honrosa aos jornalistas Maria João Lima, Daniel Almeida e Hugo Vinagre, da revista Marketeer, pela reportagem sobre a Silver Generation, publicada na edição de capa “Esta capa não é para velhos”.

Ao longo do dia, o congresso contou com vários painéis dedicados a temas como linguagem e comunicação, consumo e comportamento humano, saúde mental, longevidade e bem-estar, cidades e novas demografias, tecnologia, inteligência artificial, produtividade, inovação, retalho, liderança e talento.

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