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Comércio online: Preço competitivo influencia decisões de compra de 73% dos portugueses

Comércio online: Preço competitivo influencia decisões de compra de 73% dos portugueses iStock

A confiança, a segurança e a experiência do utilizador são fatores determinantes nas decisões de compra online em Portugal, num contexto de crescimento contínuo do comércio eletrónico, segundo um estudo da ConsumerChoice.

De acordo com os dados divulgados, 63% dos consumidores portugueses afirmam ter aumentado as suas compras online nos últimos dois anos, enquanto 32% realiza compras com regularidade mensal, evidenciando a consolidação deste canal no consumo.

 

O preço continua a ser o principal critério de decisão. Entre os inquiridos, 73% aponta o preço competitivo como fator determinante e 71% valoriza promoções e descontos. Esta sensibilidade reflete-se também no comportamento de pesquisa, com 51% a recorrer a comparadores de preços antes de efetuar uma compra.

Para além da componente económica, a conveniência e a facilidade de utilização das plataformas digitais mantêm-se como elementos relevantes na escolha dos consumidores.

 

“Os dados mostram um consumidor cada vez mais racional, que procura o melhor preço e valoriza promoções, mas que não abdica da confiança no momento da decisão. Existe uma clara sensibilidade ao preço, porém também uma perceção de risco que influencia o comportamento. Nesse sentido, o comércio eletrónico cresce, mas cresce com exigência. E isso significa que hoje não basta ser competitivo, é preciso ser confiável,” afirma Nassrin Majid, Diretora-Geral da ConsumerChoice.

Apesar de 80% dos inquiridos nunca ter sido vítima de fraude ou burla em compras online, 47% afirma conhecer alguém próximo que já passou por essa situação, o que contribui para uma perceção de risco ainda relevante.

 

A segurança no pagamento é referida por 45% dos consumidores como um dos aspetos mais valorizados. O receio de fraude, utilização indevida de dados bancários ou roubo de dados pessoais leva 67% dos participantes a evitar, ocasionalmente, determinadas plataformas ou lojas online.

Ainda assim, a maioria dos consumidores demonstra algum nível de literacia digital, identificando sinais de alerta como preços anormalmente baixos, ausência de informação institucional e métodos de pagamento considerados pouco seguros.

 

Os marketplaces destacam-se como o principal canal de compra online, utilizados por 81% dos consumidores. Seguem-se os sites oficiais das marcas, com 54%, e os sites de retalhistas físicos, com 41%, evidenciando uma preferência por ambientes digitais associados a maior reconhecimento e confiança.

No que diz respeito às categorias mais adquiridas, moda e acessórios lideram, com 64%, seguidos de tecnologia e eletrónica, com 54%.

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