De acordo com um estudo da ConsumerChoice, 43% dos inquiridos afirmaram comparar frequentemente os preços antes de comprar, enquanto 25% indicaram que fazem essa comparação sempre. Além disso, 25% mencionaram comparar os preços de vez em quando, e apenas 5% adotaram esta prática de forma rara.
Segundo a análise sobre as tendências de consumo dos portugueses, estes resultados revelam uma tendência crescente para decisões de compra mais “ponderadas e informadas”, refletindo um perfil de consumidor cada vez mais atento ao impacto das suas escolhas no orçamento.
Na maioria das situações, o processo de comparação de preços é relativamente rápido. 41% dos participantes afirmaram que leva entre 10 e 30 minutos, enquanto 31% disse gastar menos de 10 minutos.
Cerca de 13% dos consumidores referiu que o tempo depende do tipo de produto ou serviço que estão a comprar, e 12% demora entre 30 minutos e 1 hora. Uma percentagem menor, 3%, indicou que leva mais de 1 hora, o que sugere que, embora seja uma prática comum, a comparação de preços tende a ser realizada de forma eficiente e ajustada à complexidade da compra.
Para comparar preços, os entrevistados utilizam diversos canais, combinando soluções digitais com métodos mais tradicionais. Os folhetos promocionais são a ferramenta mais utilizada, com 21% dos inquiridos a recorrerem a eles, seguidos pelas visitas a lojas físicas e pelos websites de comparação de preços, ambos com 19% de utilização.
Os inquiridos mencionaram também os websites das próprias marcas ou retalhistas (13%), as aplicações móveis (11%), as recomendações de familiares e amigos (10%) e as redes sociais (7%). Estes dados mostraram que, apesar da crescente digitalização do consumo, os canais tradicionais continuam a desempenhar um papel importante na comparação de preços.
Quanto ao poder de compra, 43% dos inquiridos consideraram que se manteve estável nos últimos meses. No entanto, 32% dos entrevistados afirmaram que diminuiu, sendo 26% ligeiramente e 6% significativamente. Por outro lado, 25% dos portugueses indicaram que houve uma melhoria, com 16% a referirem um aumento ligeiro e 9% um aumento significativo.
Ao analisar a evolução do consumo ao longo dos anos, 41% dos participantes afirmaram que o seu nível de consumo se manteve estável. Já 32% indicaram ter aumentado o consumo, com 26% a referirem um aumento ligeiro e 6% um aumento significativo. Por outro lado, 27% reduziu o consumo, sendo 22% uma redução leve e 5% considerável.
As principais categorias de consumo para os inquiridos são Alimentação e Bens Essenciais (25%), Energia (16%), Saúde e Bem-estar (15%), Vestuário e Calçado (13%) e Transportes (8%), destacando-se como o TOP 5. Por outro lado, Tecnologia, Viagens e Lazer (ambos com 7%), Serviços Financeiros (5%) e Educação (4%) apresentaram uma menor relevância, “o que evidencia que o consumo está fortemente concentrado em bens e serviços essenciais”.
Os consumidores também apontaram Alimentação e Bens Essenciais (34%), Energia (19%), Saúde e Bem-estar (13%), Vestuário e Calçado (10%) e Viagens e Lazer (8%) como as categorias que registaram o maior aumento no orçamento das famílias. As restantes categorias, como Tecnologia, Transportes, Serviços Financeiros e Educação, apresentaram uma percentagem de 4% cada uma.
Quanto às categorias que registaram a maior diminuição no consumo, os inquiridos indicam que Vestuário e Calçado (23%), Viagens e Lazer (20%) e Tecnologia (18%) são as áreas com menor prioridade no seu orçamento. Transportes (10%), Energia (8%) e Serviços Financeiros (7%) também são mencionados, assim como Alimentação e Bens Essenciais, Educação (ambos com 5%) e Saúde e Bem-estar (4%).

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