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Uso do ChatGPT dispara e compras online lideram crescimento, revela estudo

Uso do ChatGPT dispara e compras online lideram crescimento, revela estudo iStock

A utilização do ChatGPT cresceu 70% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da consultora Sensor Tower. O número de pedidos analisados na amostra subiu de 17 milhões em janeiro para quase 29 milhões em junho, sinalizando uma mudança de comportamento dos utilizadores e não apenas curiosidade inicial.

De acordo com o estudo, as compras online são a área com maior dinamismo, passando de 7,8% para 9,8% de todas as pesquisas no ChatGPT, o que representa um aumento de 25% dentro da própria categoria, revelando que o volume de pesquisas de compras duplicou em apenas seis meses.

 

A análise também enfatiza que este fenómeno está a levar as marcas e retalhistas a repensar estratégias e a investir em otimização para motores de IA, conhecidos como AIO ou generative engine optimization.

Segundo a investigação, as pesquisas ligadas à programação caíram de 15,1% para 11,9%, possivelmente devido ao crescimento de ferramentas especializadas, que já incorporam assistentes de código. Pelo contrário, a área da saúde registou uma subida significativa, com mais utilizadores a recorrerem ao ChatGPT para interpretar exames e compreender diagnósticos.

 

A análise mostrou ainda que a integração de links diretos nas respostas está a alterar o comportamento dos utilizadores. Entre março e junho, os cliques em conteúdos recomendados triplicaram, passando de 100 mil para 300 mil, com a taxa média a subir de 2,2% para 5,7%.

Desta forma, foi concluído que, na prática, os utilizadores estão a usar o ChatGPT não só para obter recomendações, mas também para aceder a produtos e conteúdos, de forma semelhante a um motor de busca tradicional.

 

Os responsáveis pelo estudo alertaram para o facto de este movimento vir a ter impacto nos modelos de negócio, sublinhando que empresas e investidores devem preparar-se para um futuro em que o tráfego tradicional de pesquisa pode perder relevância.

Assim, os investigadores recomendam que a aposta passe agora por ajustar conteúdos para plataformas de IA e antecipar possíveis novos modelos de monetização, incluindo publicidade integrada nas respostas geradas.

 

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