As vendas do grupo DIA caíram 9,3% no ano 2019 face ao exercício anterior de 2018. Admitindo que, durante 2019, o grupo enfrentou “um contexto empresarial, financeiro e corporativo altamente complicado e volátil”, os responsáveis da companhia admitem que a situação “melhorou significativamente a meados do ano”, mas teve um impacto “negativo e considerável sobre o negócio que afetou todas as operações”.
As vendas líquidas totalizaram, assim, 6,870 mil milhões de euros contra os 7,576 mil milhões que tinham sido obtidos em 2018. Isto significa uma descida de 2,2% em moeda local, enquanto em termos comparáveis a quebra foi de 7,6%, impulsionadas por menos -0.7% no número de tickets e uma redução de 7% na cesta média, “o que demonstra um elevado índice de fidelidade dos clientes apesar do difícil contexto da companhia”, salienta a companhia.
O EBITDA ajustado sem excecionais, por sua vez, alcançou os 34,1 milhões de euros, comparados com os 376 milhões de euros do ano passado.
Quanto à operação em Portugal, a quebra registada, em 2019, foi menor que a descida global e a registada no país vizinho. Se em Espanha as vendas líquidas caíram 8,2% face a 2018, em Portugal a operação do Minipreço registou uma quebra de 7,9% para 594 milhões de euros, contra os 645 milhões de euros de 2018.
No entanto, a maior quebra foi registada no EBITDA, com os números divulgados pelo DIA a indicarem uma descida superior a 65%, ou seja, passou de 30,7 para 10,7 milhões de euros.
No que toca ao parque de lojas Minipreço, verifica-se que, face a 2018, o Minipreço terminou o exercício de 2019 com menos 29 pontos de venda, detendo no final do ano passado 576 lojas.
Se do lado da chefia global Karl-Heinz Holland, CEO do Grupo DIA, admite que “reconhecer a situação da companhia é o primeiro passo para mudá-la”, o responsável máximo indicado pelo novo acionista salienta que, no futuro, “estamos decididos a construir a nossa própria história de sucesso, que se baseará numa oferta de proximidade moderna, uma proposta de valor atrativa, frescura, excelência operativa, um modelo de franquia benéfico para ambas as partes e uma oferta de marca própria excecional“.
A máxima do DIA parece agora ser, segundo o seu CEO: “O processo de transformação da DIA fortalece-se todos os dias”.
Já no nosso país, Miguel Guinea, CEO da DIA Portugal, salienta que “o ano de 2019 foi um ano de grandes e inúmeros desafios”. Se no primeiro semestre a operação portuguesa foi afetada pela situação global da companhia, no segundo semestre “o projeto de frescos e revisão do sortido, a preparação da transformação do modelo operativo de loja e uma nova logística de frescos, permitiu-nos começar a ver uma mudança de tendência que temos de consolidar como objetivo para 2020”, refere Guinea.
Por isso, o CEO em Portugal conclui que a continuação desta realidade “será a chave para assegurar e avançar com este processo de mudança e transformação da companhia”.

