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Retalho

Adeus La Vie, olá HOP. Espaço comercial do Porto ganha nova vida

D.R.

Num momento em que o setor do retalho atravessa profundas transformações impulsionadas pelas mudanças nos hábitos de consumo, surge o HOP como um exemplo paradigmático de reinvenção urbana, dando nova vida ao antigo shopping La Vie. O que outrora foi um centro comercial tradicional dá agora lugar a um conceito inovador que mistura comércio, cultura e comunidade, refletindo uma nova visão para os espaços de retalho e lazer.

Por detrás desta metamorfose está a Quest Capital, liderada por Cristóbal de Castro Cardo, um dos seus fundadores e grande impulsionador do projeto. Em entrevista à Distribuição Hoje, Cristóbal partilha a visão estratégica que deu origem ao HOP, os desafios enfrentados na transformação do espaço, e o papel crucial que os espaços híbridos terão no futuro do setor.

 

Mais do que uma simples reconversão, o HOP pretende ser um catalisador de dinâmicas locais, um ponto de encontro entre marcas emergentes, consumidores exigentes e experiências únicas.

 Tudo para conferir nas linhas abaixo. 

 

HOP

Depois da aquisição em 2023, e do investimento realizado, estão agora em condições de se apresentarem novamente ao público. Quais foram as principais alterações promovidas com este novo projeto?

 

Já muito foi feito desde a aquisição do edifício do antigo La Vie Porto Baixa, entre os quais destacamos o desafiante projeto de arquitetura, o processo burocrático das licenças e as obras de demolição e reforços estruturais que se encontram em fase final. Em maio de 2025, assinalámos mais uma data importante, o início da empreitada geral, que marca o início de uma nova fase da obra.

São imensas as alterações promovidas por este projeto, apesar da estrutura ser a mesma, até porque estamos a falar da reabilitação de um edifício para um fim totalmente diferente do original. De um edifício fechado, com muitas sub-divisões, passámos a ter um edifício aberto, quer a nível interno, quer a nível externo, com as enormes fachadas de betão a serem substituídas por fachadas de vidro, permitindo uma maior entrada de luz natural. No final, quem não conhecer a história, terá alguma dificuldade em acreditar que antes do HOP, existiu um outro espaço totalmente fechado.

 

Estão num mercado competitivo, com uma oferta concorrente próxima da vossa. Com várias tentativas de rentabilizar este ativo imobiliário fracassadas no passado, como será possível vingar agora? O conceito alterou-se?

Sim, para que este projeto seja viável, é necessário mudar a essência do mesmo. O HOP está localizado numa das principais artérias de comércio da cidade, uma das mais movimentadas, quer pelos locais, quer pelos turistas, e uma das mais emblemáticas. Para complementar a riquíssima oferta da zona faltavam espaços de escritórios que levassem novos públicos a esta área durante o dia. Foram estas as conclusões dos estudos de mercado e pelo interesse que estamos a ter, diria que há muito que os portuenses e as empresas desejam uma solução empresarial para esta localização tão premium da cidade.

O projeto foi desenhado para atrair empresas modernas que valorizem os pilares da inovação, sustentabilidade e conetividade e a procura tem sido sobretudo por empresas ligadas à tecnologia, consultoria e serviços partilhados.

Quais são as próximas fases do projeto?

Após o lançamento da empreitada geral, em maio de 2025, demos início também à comercialização dos espaços de escritórios e comércio.  Agora, os trabalhos avançarão com uma primeira intervenção nas fachadas, seguida pela instalação dos sistemas técnicos. Numa fase seguinte, será feita a abertura das claraboias, permitindo uma maior entrada de luz natural no interior. A intervenção final será nas fachadas e será mais momento simbólico da obra, assinalando o encerramento da empreitada e o início da operação do edifício.

O ‘novo espaço’ terá uma área de retalho de mais de 8.000m2. Qual o vosso posicionamento para escolha de retalhistas a ocupar o espaço?

O HOP vai nascer numa zona muito rica em retalho, pelo que para o nosso espaço procuramos parceiros diferenciadores, que acrescentem valor quer à oferta do edifício, quer à zona em redor. Temos muitos contactos em cima da mesa que respondem às nossas expetativas e estamos ansiosos por concretizar as parcerias para que as possamos comunicar.

Depois de um investimento global de 70 milhões de euros, que retorno espera ter nos próximos anos?

O valor do projeto ronda os 70 milhões de euros, entre aquisição, reabilitação e custos de comercialização. Estamos confiantes de que este investimento será fundamental para a criação de um verdadeiro hub de escritórios, comércio e serviços no coração do Porto. O HOP foi concebido com uma proposta de valor diferenciadora, capaz de atrair empresas de setores em crescimento e retalhistas, contribuindo não só para a rentabilização do ativo, mas também para a dinamização da Baixa portuense. Prevemos que o edifício esteja integralmente ocupado no momento da abertura, impulsionado pela localização estratégica, pela qualidade da oferta e pela crescente procura por espaços modernos, sustentáveis e bem integrados na malha urbana da cidade.

E se a sua loja física fosse uma história?

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