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Retalho foi um dos setores mais atrativos no investimento imobiliário no primeiro trimestre

Retalho foi um dos setores mais atrativos no investimento imobiliário no primeiro trimestre iStock
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O retalho foi um dos setores mais atrativos no mercado imobiliário no primeiro trimestre de 2026, representando 38% do volume transacionado, de acordo com o mais recente Dils Recap.

De acordo com o comunicado de imprensa, o setor registou um volume de investimento de 340 milhões de euros no período em análise. Os centros comerciais concentraram 67% do total investido em retalho, refletindo, segundo o relatório, o desempenho operacional do segmento e o interesse dos investidores em ativos dominantes.

 

O mercado de centros comerciais em Portugal conta atualmente com 111 ativos. Está prevista a entrada de mais 10.500 metros quadrados, sobretudo associados à expansão do Colombo e à nova fase do Vila do Conde Outlet. Em 2025, este segmento registou um crescimento de 10% no volume de vendas face ao ano anterior.

As rendas prime nos centros comerciais mantêm-se nos 130 euros por metro quadrado por mês, enquanto a prime yield se situa nos 6,25%.

 

Os retail parks representaram 22% do investimento total em retalho. O segmento conta atualmente com 56 ativos em Portugal e tem seis novos projetos em pipeline, correspondentes a mais de 77 mil metros quadrados. A renda prime situa-se nos 13 euros por metro quadrado por mês e a prime yield nos 6,75%.

No comércio de rua, Lisboa e Porto continuaram a registar novas aberturas. Em Lisboa, o Dils Recap destaca as aberturas da Primor e da La Dolceria aRoma no Chiado, bem como da La Fresería na Baixa. No Porto, foram registadas novas aberturas da Fábrica da Nata e da La Fresería na Rua de Santa Catarina.

 

As rendas prime no comércio de rua mantiveram-se estáveis, nos 140 euros por metro quadrado por mês em Lisboa e nos 85 euros por metro quadrado por mês no Porto. As prime yields permaneceram também inalteradas.

O retalho alimentar contabiliza atualmente 2.267 unidades, com renda prime de 15 euros por metro quadrado por mês e prime yield de 6,00%. Já o segmento de stand alone stores soma 631 ativos em operação, com renda prime de 11 euros por metro quadrado por mês e prime yield de 6,75%.

 

No setor industrial e logístico, o investimento ultrapassou os 150 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, registando o crescimento “mais expressivo” face ao período homólogo. Segundo o Dils Recap, esta evolução foi impulsionada pela atratividade dos data centers, com destaque para a transação do Data Center da Covilhã.

Apesar do aumento do investimento, a ocupação no segmento industrial e logístico registou um arranque de ano mais cauteloso. A absorção totalizou 65 mil metros quadrados no primeiro trimestre, uma quebra de 16% face ao período homólogo, particularmente visível na Grande Lisboa.

A análise associa esta desaceleração ao aumento dos custos de transporte e à subida das rendas, fatores que levaram operadores a adiar decisões de expansão ou relocalização.

Do lado da oferta, foi concluído um ativo da Logicor em Canelas, com 21.400 metros quadrados. Até ao final do ano, está prevista a conclusão de mais de 590 mil metros quadrados, incluindo projetos como o Panattoni Park Lisbon-City, o Malveira Prime Logistics e o Barrão Hub.

Apesar do desequilíbrio entre oferta e procura, as rendas prime no industrial e logística mantiveram-se estáveis, em 5,50 euros por metro quadrado por mês em Lisboa e 5,75 euros por metro quadrado por mês no Porto.

 

 

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