Daniel Ervér, presidente executivo da H&M, anunciou durante os últimos dias que os preços dos produtos vendidos pela retalhista em solo norte-americano estão a começar a subir. Em causa estão as tarifas de Trump, impostas a produção externa aos EUA,
“Nos EUA, estamos a começar a ver alguns concorrentes a aumentar os preços. Alguns de forma mais agressiva e outros de forma mais cautelosa”, disse Ervér, descrevendo a situação como “em rápida evolução”, dadas as repetidas mudanças de política do governo Trump.
Ainda sem confirmar se a H&M irá aumentará os preços, Ervér enfatizou que a marca continuará a ser “muito, muito competitiva” em termos de preços, moda e sustentabilidade, acrescentando que sua ampla base de fornecedores lhe dá flexibilidade para gerir pressões de custos.
Este anúncio surgiu um dia após o anúncio por parte da H&M de um aumento de 1% em vendas em moeda local no segundo trimestre, apesar de uma queda maior do que o esperado na receita devido a turbulências cambiais e ao aumento dos custos de frete e compras.
Apesar do contexto, o executivo da H&M diz esperar aumentar os descontos globalmente nos próximos meses, já que os consumidores são sensíveis ao fator preço e continuam a reduzir gastos dado o ambiente macroeconómico incerto.
Esta semana, a Nike também sinalizou o impacto das tarifas, dizendo que já havia iniciado aumentos “cirúrgicos” de preços nos EUA para compensar o aumento das taxas de importação. Esta medida poderá custar, contudo, 1 mil milhões de dólares à Nike.
 H&M reporta corte de emissões de 24% e reafirma compromisso com moda circular

iStock
