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Confiança no comércio recupera em junho com melhoria nas vendas e perspetivas de atividade

Confiança no comércio recupera em junho com melhoria nas vendas e perspetivas de atividade iStock

O indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio e junho, depois de três meses de queda, incluindo uma descida significativa em março e o valor mais baixo desde novembro de 2023 registado em abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A evolução de junho resultou dos contributos positivos de todas as componentes analisadas: perspetivas sobre a situação económica do país, realização de compras importantes por parte das famílias, situação financeira futura do agregado familiar e opiniões sobre a evolução passada da situação financeira das famílias.

 

Também os indicadores relacionados com os preços registaram uma evolução menos pressionada. O saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços diminuiu nos dois últimos meses, depois de em abril ter registado o maior aumento desde maio de 2008.

As expectativas sobre a evolução futura dos preços também diminuíram entre abril e junho, após os aumentos observados nos três meses anteriores. Em março, este indicador tinha atingido o valor mais elevado desde março de 2022.

 

O indicador de clima económico aumentou entre abril e junho, depois de ter diminuído no mês anterior, superando o nível observado no início do ano.

Por setores, os indicadores de confiança aumentaram nos Serviços e no Comércio, estabilizaram na Indústria Transformadora e diminuíram na Construção e Obras Públicas.

 

No Comércio, o indicador de confiança aumentou em junho, depois de ter diminuído no mês anterior. Esta evolução refletiu os contributos positivos das opiniões sobre o volume de vendas e das perspetivas sobre a atividade nos próximos três meses.

Nos Serviços, o indicador de confiança aumentou nos últimos dois meses, de forma ligeira em junho, beneficiando das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das perspetivas relativas à evolução da procura.

 

O saldo de respostas das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu em todos os setores: Serviços, Construção, Comércio e, de forma mais acentuada, na Indústria Transformadora.

 

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