O volume do comércio a retalho em Portugal aumentou 3,2% em maio, face ao mesmo mês de 2025, acima da média da zona euro e da União Europeia, segundo as primeiras estimativas divulgadas pelo Eurostat. No conjunto da zona euro, o crescimento homólogo foi de 1,6%, enquanto na UE atingiu 1,9%.
Em cadeia, ou seja, face a abril, Portugal registou uma subida de 0,3% no volume do comércio a retalho. O desempenho ficou acima da média da zona euro, que cresceu 0,2%, mas abaixo da média da União Europeia, onde o avanço foi de 0,5%.
A evolução mensal portuguesa surge depois de uma quebra de 0,7% em abril, recuperando parcialmente a variação negativa do mês anterior. Nos primeiros meses de 2026, o retalho nacional apresentou um comportamento irregular: caiu 1,8% em dezembro, cresceu 0,7% em janeiro, recuou 0,7% em fevereiro, subiu 2,6% em março, voltou a cair em abril e avançou 0,3% em maio.
Na comparação mensal entre Estados-membros com dados disponíveis, os maiores crescimentos foram observados em Chipre (+3,7%), Luxemburgo (+3,6%) e Polónia (+2,4%). Portugal ficou, assim, distante dos mercados com maior aceleração no mês, mas manteve uma variação positiva, ao contrário de países como Estónia (-2,2%), Croácia (-2,0%), Bélgica e Lituânia (-0,7% em ambos os casos).
Na análise homóloga, Portugal compara de forma mais favorável com várias das principais economias europeias. O crescimento de 3,2% ficou acima de Espanha (+1,1%), França (+1,9%), Alemanha (+1,5%) e Itália (+0,7%). Ainda assim, o desempenho nacional ficou abaixo dos maiores avanços registados em Chipre (+8,4%), Bulgária (+7,9%), Luxemburgo (+7,8%), Suécia (+7,7%) e Lituânia (+7,3%).
Por categorias, no conjunto da zona euro, o volume de vendas aumentou 0,6% em alimentação, bebidas e tabaco face a abril, 0,1% nos produtos não alimentares, excluindo combustível automóvel, e caiu 0,5% no combustível vendido em lojas especializadas. Na União Europeia, a alimentação, bebidas e tabaco cresceram 0,6%, os produtos não alimentares avançaram 0,5% e o combustível recuou 0,4%.
Em termos homólogos, a zona euro registou crescimento de 2,4% em alimentação, bebidas e tabaco e de 2,3% nos produtos não alimentares, enquanto o combustível caiu 4,6%. Na União Europeia, os produtos não alimentares cresceram 2,8%, a alimentação, bebidas e tabaco aumentaram 1,9% e o combustível recuou 2,9%.

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