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Europa: Comércio eletrónico cresceu 3% em 2023

Europa: Comércio eletrónico cresceu 3% em 2023 iStock

No ano passado, o comércio eletrónico B2C europeu cresceu 3%, face aos 2% registados em 2022, com o volume de negócio a subir de 864 mil milhões de euros para 887 mil milhões. É a conclusão do Relatório Europeu sobre o Comércio Eletrónico de 2024, da autoria do Ecommerce Europe e do EuroCommerce.

Apesar do crescimento europeu global, o comércio eletrónico registou diferenças regionais significativas, com a Europa Ocidental a registar um declínio de 1%, em 2023, fixando-se nos 596 mil milhões de euros.

 

Já a Europa do Sul e a Europa Oriental apresentaram taxas de crescimento mais significativas, de 14% e 15%, respetivamente, com volumes de negócios de 166 mil milhões de euros e 17 mil milhões de euros.

A Europa Central registou um aumento de 8%, totalizando 79 mil milhões de euros, enquanto a Europa do Norte caiu 5%, ficando-se pelos 56 mil milhões de euros.

 

O relatório também enfatiza que o comércio digital europeu continua a ser afetado por alguns desafios, nomeadamente a inflação, avanços tecnológicos dispares, a implementação de modelos mais sustentáveis e novos regulamentos de sustentabilidade europeus.

A par disto, as empresas europeias têm ainda que enfrentar a concorrência de players não sediados na Europa, que não estão abrangidos pelos regulamentos europeus, tal como as empresas da UE.

 

De acordo com Luca Cassetti, secretário-geral da Ecommerce Europe, “para que o setor do comércio digital se estabilize e continue a crescer, são necessários sinais claros por parte dos decisores, que devem valorizar o papel do comércio eletrónico como impulsionador de uma competitividade europeia renovada”.

Já Christel Delberghe, diretora-geral do EuroCommerce, acredita que o relatório mostra que “o comércio eletrónico continua a gerar interesse e oferece oportunidades significativas de crescimento graças aos avanços tecnológicos e à forte procura de sustentabilidade do lado dos consumidores”.

 

Segundo o responsável, o setor enfrenta também muitos desafios, mas “a capacidade das empresas em inovar e em se adaptarem a estas mudanças será fundamental para o seu sucesso num mercado competitivo como este”.

 

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