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Produção

Negócio multimilionário deixa L’Oreal com mão em marcas de luxo

30% dos produtos da L'Oréal Luxe vão ser recarregáveis até 2025 D.R.

O grupo francês Kering anunciou, no domingo, 19 de outubro, a venda da sua divisão de beleza à L’Oréal por quatro mil milhões de euros. O acordo inclui a aquisição da marca de perfumes Creed e os direitos de desenvolver fragrâncias e produtos de beleza de Gucci, Bottega Veneta e Balenciaga por um período de 50 anos.

Atualmente, a licença dos perfumes Gucci pertence à Coty, com término previsto para 2028. O negócio representa a primeira grande operação do grupo de luxo desde a nomeação de Luca de Meo, ex-CEO da Renault, como novo líder da Kering em setembro. A transação surge como um passo estratégico para reforçar a posição financeira da empresa e permitir o foco em áreas de maior rentabilidade.

A divisão de beleza da Kering foi criada em 2023, após a compra da Creed por cerca de 3,5 mil milhões de euros. No entanto, o grupo enfrenta desafios significativos, incluindo a queda da procura na China, a ameaça de novas tarifas nos Estados Unidos e uma dívida crescente.

Com esta venda, Luca de Meo pretende simplificar a estrutura do grupo e reforçar a liquidez, preparando o terreno para um novo plano estratégico, que deverá ser apresentado na primavera de 2026.

A família Pinault, fundadora da Kering, mantém o controlo acionista, com 42% do capital e 59% dos direitos de voto. A operação com a L’Oréal marca assim uma mudança de ciclo para a Kering, que procura recuperar dinamismo e redefinir prioridades no competitivo mercado global do luxo.

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