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Produção

Centro de Frutologia Compal atribui 60 mil euros a três projetos frutícolas

Centro de Frutologia Compal atribui 60 mil euros a três projetos frutícolas Direitos Reservados

A Academia do Centro de Frutologia Compal atribuiu bolsas no valor total de 60 mil euros a três projetos frutícolas localizados no Cadaval, Tibães e Armamar. A entrega decorreu num evento que reuniu mais de 100 produtores de fruta e distinguiu projetos selecionados pelo impacto, inovação e práticas de sustentabilidade.

De acordo com o comunicado de imprensa, cada vencedor recebeu uma bolsa de 20 mil euros destinada a apoiar a instalação, expansão ou reconversão das respetivas explorações agrícolas. Além do apoio financeiro, os projetos terão acesso a formação intensiva, aconselhamento estratégico e especialistas do setor.

 

Os três vencedores foram selecionados entre os 12 fruticultores empreendedores que integraram a edição de 2025 da Academia do Centro de Frutologia Compal. Na avaliação foram considerados o conhecimento técnico, a estratégia de negócio e as práticas de sustentabilidade a implementar.

No Cadaval, distrito de Lisboa, Carlos Batista foi distinguido com um projeto de expansão e reconversão de uma exploração frutícola com mais de 30 hectares, dedicada à produção de Maçã Fuji e Pera Rocha.

 

O projeto prevê o reforço da área de Maçã Fuji e a reconversão da produção de Pera Rocha, integrando soluções de agricultura de precisão, redes de proteção, coberturas anti-chuva, mecanização da poda e sistemas de monitorização. A iniciativa pretende responder a desafios ligados às alterações climáticas, à escassez de mão de obra e às doenças fitossanitárias.

Em Tibães, no distrito de Braga, Fernando Santos recebeu uma bolsa para um projeto de expansão da Maçã Porta da Loja numa exploração certificada em produção integrada.

 

A exploração combina maçã, uva, kiwi e limão numa área de 15,2 hectares. O modelo assenta na valorização integral da fruta, desde o consumo em fresco à transformação em compotas, desidratados, chocolates e destilados, incluindo uma componente de sensibilização para o aproveitamento de fruta de pequeno calibre ou com defeitos visuais.

Em Armamar, distrito de Viseu, Daniela Silva foi distinguida por um projeto agrícola com 15,19 hectares, centrado na expansão e reconversão de pomares de macieiras e cerejeiras.

 

A exploração está orientada para a autossustentabilidade e rentabilidade, com foco na eficiência hídrica, autonomia energética e resposta aos desafios climáticos. O projeto prevê a adoção de redes de proteção solar e anti-granizo, sistemas de rega otimizados, energia solar e práticas regenerativas.

Segundo a nota de imprensa, a Academia do Centro de Frutologia Compal disponibiliza anualmente um programa com cerca de 75 horas de formação, combinando módulos teóricos, sessões no terreno e visitas a explorações de referência e centrais fruteiras. O programa dirige-se a empreendedores frutícolas novos e já instalados.

Ao longo dos últimos 13 anos, o Centro de Frutologia Compal atribuiu 780 mil euros em bolsas de apoio, chegou a mais de 140 empreendedores frutícolas e dinamizou mais de 700 horas de formação, em formato presencial e digital. A atividade teve impacto em 79 municípios de norte a sul do país.

Para Fernando Oliveira, presidente do Centro de Frutologia Compal, “para o CFC, é um orgulho contribuir diariamente para o desenvolvimento e promoção da fruticultura portuguesa, que é uma atividade económica com um impacto crescente na economia portuguesa e na qualidade de vida dos consumidores. O alto nível dos projetos apoiados, pela sua inovação, empenho e ambição, reforçam a nossa confiança no sector”.

 

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