Os bancos estão a direcionar a modernização dos sistemas de pagamentos para plataformas integradas, com os chamados payment hubs a assumirem um papel central na resposta à crescente pressão competitiva e às exigências dos clientes.
De acordo com o relatório “Moving Money Forward: The Power of Payment Hubs”, da série Global Payments Tracker, a fragmentação das infraestruturas de pagamento está a influenciar diretamente a capacidade das instituições em reter clientes, num contexto em que a experiência de utilização se tornou um fator crítico.
Segundo a análise, os payment hubs permitem integrar diferentes tipos de pagamento numa única plataforma, incluindo transferências, débitos, pagamentos instantâneos e outros sistemas, facilitando o encaminhamento das transações e proporcionando uma experiência mais consistente ao utilizador.
A pressão tem sido reforçada por operadores digitais, que habituaram consumidores e empresas a níveis elevados de rapidez, transparência e simplicidade. Neste contexto, os payment hubs são apresentados não apenas como uma atualização tecnológica, mas como uma ferramenta para reduzir fricções operacionais e melhorar a competitividade.
Os dados indicam que 57% das organizações enfrentam problemas no processo de pagamentos pelo menos uma vez por semana, enquanto 60% dos bancos já implementaram ou estão em processo de implementação destas plataformas. Adicionalmente, as ineficiências nos fluxos de pagamento representam perdas médias anuais de 98,5 milhões de dólares para as empresas.
Para além do impacto na experiência do cliente — com benefícios como maior rapidez, confirmações imediatas e maior transparência — estas plataformas permitem também automatizar processos, reduzir intervenção manual e simplificar requisitos de compliance e controlo de fraude.
De acordo com o relatório, a adoção de payment hubs abre ainda espaço para a integração de novos serviços, como pagamentos transfronteiriços ou soluções de request-to-pay, através de arquiteturas modulares baseadas em API, sem necessidade de reestruturações profundas dos sistemas existentes.
 

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