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FMCG caem ligeiramente face à semana anterior

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Na semana 15 (6 a 12 de abril de 2020), as vendas de Fast Moving Consumer Goods (FMCG) rondaram 181 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 9% face a igual período de 2019, mas uma ligeira quebra face à semana anterior (semana 14, de 30 de março a 5 de abril), na qual as vendas ascenderam a 187,5 milhões de euros.

Nesta sexta edição do Barómetro semanal da Nielsen sobre o impacto da pandemia coincide com a semana de celebração da Páscoa. Este período, associado a uma das celebrações religiosas e datas do calendário familiar mais significativas para os portugueses, foi marcado pelo impacto das medidas de restrições integradas no Estado de Emergência nacional, nomeadamente o controlo da circulação, que trouxeram consigo alterações às rotinas habituais desta época.

Potenciadas pelo confinamento em casa, as vendas em contexto online mantêm-se com crescimentos muito elevados, indicando a consultora que, nesta semana, o número de ocasiões de compra online cresceu 110% e aumentou 128% em novos lares.

Mesa da Páscoa impulsiona consumo
O facto de se encontrarem em quarentena não parece ter impedido os portugueses de terem à sua mesa os produtos e pratos imprescindíveis nesta época do ano, motivando o crescimento das categorias de Alimentação (+13%), Bebidas (+8%) e Frescos (+1%).

A Confeitaria e Doçaria (+14%) entrou nesta semana para o ranking das categorias que mais crescem na Alimentação; as Bebidas Alcoólicas e as Cervejas/Sidras/Panaches registam ambas um incremento de 18%; e os Legumes e o Talho, especialmente a carne de Ovino/Caprino (+83%), destacam-se entre os Frescos, dando a entender que as refeições em casa terão tido mais expressão e comprovando que os consumidores mantiveram a tradição à mesa.

“As tendências analisadas demonstram que, apesar da situação inédita em que nos encontramos, os portugueses não deixaram passar ao lado uma das mais relevantes datas no calendário, seja pela sua conotação religiosa, seja pelo usual reencontro proporcionado às famílias em redor de uma mesa partilhada”, explica Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen.

A responsável da consultora adianta ainda que “esta tentativa para assegurar a normalidade possível e a continuidade de tradições no contexto da pandemia e do confinamento conduziu a um notório aumento em determinados segmentos alimentares, motivado pela procura dos produtos de sempre”.

Assim, “salta à vista a tendência entre os consumidores para não abandonarem os produtos a que estão habituados, mesmo no decorrer de um enorme desafio como é o atual, e, por isso, parece estar assegurado o papel a um conjunto de categorias que se encontram intimamente relacionadas com valores centrais como a família e a partilha”, conclui Marta Teotónio Pereira.

Higiene Pessoal e do Lar em queda
Os dados do sexto barómetro da Nielsen mostram que esta semana registou uma quebra de 5% na categoria de Higiene Pessoal e do Lar, conduzido pelo decréscimo de muitas categorias devido ao facto de as pessoas se encontrarem em casa, mas também proporcionada pelo armazenamento já realizado em semanas anteriores.

Uma tendência que se encontra refletida na diminuição entre o Papel Higiénico (-13%) e os Produtos para a Roupa (-13%), por exemplo, que haviam contado com aumentos em semanas anteriores.

Marca Própria começa a cair
Se a Marca Própria vinha a conquistar peso mais claramente desde a semana 11, momento em que os portugueses prepararam a sua despensa para “enfrentar” a permanência em casa, a semana 15 aponta uma inversão desta tendência, reduzindo-se a sua importância face à semana anterior (31,7% vs 33,2%).

Já a tendência promocional afirma-se positiva devido ao ganho de importância do folheto, que depois do mínimo registado na semana 13 parece estar agora a ganhar novamente expressão.

Europa alinhada, pelo menos nos FMCG
Após uma semana em que as dinâmicas no contexto europeu apresentaram distintas realidades de resposta à pandemia, nesta semana 15 parece verificar-se um alinhamento quanto a este indicador.

Portugal, Espanha, Itália, França e Reino Unido mostram crescimentos face à semana anterior, evidenciando um aumento generalizado do consumo num período tradicionalmente marcado por um clima de celebração.