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Assistentes de IA começam a substituir apps no quotidiano dos consumidores, concluiu estudo

Assistentes de IA começam a substituir apps no quotidiano dos consumidores, concluiu estudo iStock

Quase um terço dos consumidores que experimentaram inteligência artificial (IA) substituiu, pelo menos, uma aplicação por um assistente de IA, como o ChatGPT da OpenAI, segundo um inquérito da empresa TELUS Digital.

As principais razões para esta substituição foram a maior conveniência, resultados mais rápidos e uma melhor experiência de utilização. Mais de um terço dos inquiridos afirmou ainda que, dentro de um ano, dependerá mais de assistentes de IA do que de aplicações para a maioria das tarefas do dia a dia.

 

De acordo com a investigação, os assistentes de IA estão a tornar-se mais populares porque permitem interações em linguagem natural, funcionam como assistentes de compras e automatizam tarefas repetitivas.

“Este estudo mostrou o início de uma mudança marcante no comportamento do consumidor, à medida que os utilizadores recorrem cada vez mais a assistentes de IA para tarefas que antes eram domínio das aplicações”, afirmou Tobias Dengel, presidente da TELUS Digital Solutions, sublinhando ainda que “esta tendência cria uma oportunidade crítica para as marcas se diferenciarem”.

 

O estudo baseou-se num inquérito a 1.000 adultos norte-americanos que utilizam assistentes de IA, tais como ChatGPT, Google Gemini, Alexa (Amazon) e Siri (Apple), pelo menos uma vez por mês.

Segundo a análise, a tendência é que esta tendência acelere à medida que os assistentes de IA ganham capacidade para controlar outras aplicações. A OpenAI, por exemplo, já permite que empresas criem aplicações dentro do ChatGPT, permitindo ao utilizador reservar viagens, criar listas de reprodução ou procurar imóveis, tudo sem sair da conversa.

 

Além disso, várias empresas tecnológicas estão a lançar navegadores web com assistentes de IA integrados, capazes de ajudar os utilizadores a pesquisar e a navegar na internet.

De acordo com os autores do estudo, apesar do avanço da IA, as marcas continuam a precisar de oferecer boas experiências em aplicações tradicionais. Quase 60% dos consumidores afirmaram não ter alterado o uso das suas apps, e cerca de um quarto disseram usá-las até com mais frequência. Metade dos inquiridos usa-as para programas de fidelização e benefícios, enquanto mais de um terço o faz pela facilidade de navegação ou por hábito.

 

“Até agora, as interfaces de chat eram sobretudo informativas, mas, à medida que passamos a ter aplicações de terceiros que podem ser invocadas diretamente numa conversa, elas tornam-se ferramentas de execução”, explicou Tobias Dengel. E continua: “há uma vantagem clara para as empresas que investirem já nesta próxima vaga de envolvimento com o cliente”.

 

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