Para o responsável o talento “é claramente gerível”, contudo “para mim a melhor base é a inteligência, mas esta característica sozinha, sem a capacidade de fazer e de entrega é inútil”.
Casanova mostrou o que procuram as empresas quando recrutam novos colaboradores, salientando que um executivo deve ter “orientação para resultados, adaptabilidade à mudança, saber trabalhar em equipa, orientação para o negócio, capacidade de networking, que está a crescer, compromisso organizacional e mobilidade”.
Contudo, alerta o CEO da Unilever, é importante “distinguir se temos a certeza de estarmos perante um talento ou se temos a esperança que seja um”.
Já João Prata, diretor da 5P’s, empresa que colabora com a Fórmula do Talento na gestão de recursos humanos das PME, sublinhou “as posições contrárias dentro das organizações”. “O papel do talento está muito nas próprias pessoas. São elas que também têm de decidir se o querem libertar, até onde querem ir e o que estão dispostos a fazer para tal”.
Muitas vezes as boas intenções das empresas, em aumentarem a produtividade, o desempenho, e até as vendas dos seus comerciais e colaboradores “leva-as a contratarem serviços de consultoria e programas de gestão sem sequer conhecerem os seus profissionais e saberem se estes estão dispostos a todas as mudanças”, acrescenta o responsável.
É esta a base de trabalho da Fórmula do Talento, que para além de gerir os talentos “liberta-os”, o que muitas vezes não acontece e por uma simples razão: “as empresas não sabem da existência dos talentos, ou não lhes dão oportunidade, fecham-se”, concluiu António Casanova.

