Portugal avança de forma decidida para a transformação da sua rede de pagamentos. Prova disso é que 89% dos portugueses utilizaram o cartão para pagar em estabelecimentos físicos no último mês, segundo o Relatório de Meios de Pagamento da Minsait Payments (2024). Estes números refletem um mercado onde os consumidores exigem cada vez mais agilidade, comodidade e experiências sem fricção nas suas transações diárias, abandonando progressivamente o uso de dinheiro físico. No entanto, esta mudança nos hábitos de pagamento nem sempre é acompanhada por uma evolução correspondente no parque de terminais, ainda dominado por tecnologia tradicional que limita as possibilidades de inovação e diferenciação de que o ponto de venda tanto necessita. Neste contexto, o ecossistema Android perfila-se como um elemento-chave para modernizar os dispositivos de pagamento e adaptá-los a um ambiente onde o TPA pode — e deve — ir muito além do simples ato de pagamento.
Os bancos e prestadores de serviços de pagamento enfrentam, em igual medida, o desafio e a oportunidade de migrar as suas redes de terminais através de projetos que integrem aplicações de valor acrescentado, capazes de gerar verdadeiro impacto no negócio. É o momento certo para impulsionar iniciativas que respondam às expectativas de um cliente cada vez mais digital.
Ecossistema de pagamentos Android: tecnologia e inovação que transformam o negócio
Já viu que ultimamente os terminais de pagamento integrados no software parecem um telemóvel? Sabia que são dispositivos baseados em tecnologia Android, que estão a transformar o ponto de venda físico?
Conhecidos como “smartphones de pagamento”, os POS Android abrem um leque de oportunidades para os negócios que pretendem tornar-se verdadeiros centros de experiência. As lojas podem agora realizar inquéritos de satisfação, dividir contas, contratar seguros associados à compra ou até promover doações solidárias — tudo sem grandes investimentos ou necessidade de hardware adicional.
Graças à sua arquitetura aberta, a experiência de pagamento torna-se fluida e intuitiva, tanto para o cliente como para o colaborador em loja. Em suma, o pagamento, com todas as funcionalidades disponíveis, transforma-se no centro de uma experiência memorável.
Os operadores de pagamento devem tirar o máximo partido do potencial destes novos dispositivos avançados, integrando na sua proposta de valor um marketplace próprio de aplicações. Esta ferramenta permite definir critérios de controlo e monitorização que melhoram substancialmente a gestão de toda a rede.
Marketplace próprio de aplicações de valor acrescentado: nova alavanca de rentabilidade
Os smart POS permitem aos operadores de rede disponibilizar um ecossistema de aplicações personalizadas. Com um marketplace próprio, é possível comercializar essas apps através de modelos de subscrição ou compra, além de exercer um controlo total sobre a qualidade e segurança das soluções que podem ser instaladas nos TPA Android.
Embora não seja indispensável, representa uma clara vantagem competitiva. Um marketplace próprio pode ser compatível com várias marcas de dispositivos, sendo escalável para novas oportunidades de negócio e reforça a identidade do operador como fornecedor de inovação e valor acrescentado.
Importa ainda destacar que o investimento necessário para implementar um marketplace próprio é significativamente inferior ao que se pode imaginar.
Gestão centralizada e eficiente: o papel do MDM
Gerir uma rede de terminais Android requer ferramentas que facilitem essa tarefa. Neste sentido, um sistema de gestão remota (MDM) torna-se essencial, permitindo supervisionar os dispositivos, controlar as aplicações instaladas e realizar atualizações ou ações corretivas sem necessidade de intervenção física no ponto de venda.
O MDM oferece rastreabilidade e eficiência operacional. Com esta ferramenta, a gestão de um parque de TPA pode ser realizada de forma mais ágil, segura, rentável e remota.
A transformação do setor de pagamentos está em curso — mas ainda lenta
Os players tradicionais devem liderar esta evolução tecnológica, sob pena de perderem terreno para as fintechs, que se destacam pela sua agilidade e capacidade de inovação. Além disso, os consumidores já não demonstram receio em utilizar serviços destas novas empresas.
Embora já existam projetos de implementação de POS de arquitetura aberta em Portugal, a verdade é que ainda há muito potencial por explorar. Como acelerar este ambicioso projeto?
Necomplus, parceiro tecnológico
A Necomplus Portugal disponibiliza ao mercado uma suite completa de ferramentas que inclui o Artemispay, uma solução global de pagamento que proporciona uma experiência inovadora ao cliente graças a funcionalidades operacionais avançadas como o DCC, ou aplicações de valor acrescentado que digitalizam a leitura do cartão de cidadão. É uma plataforma que permite desenhar um fluxo de pagamento personalizado e integrar métodos de pagamento direto como o Bizum, Pay by Link ou o NFC, para aceitar cartões privados, pulseiras ou outros dispositivos alternativos.
A solução é complementada pelo Agora Market, o marketplace onde a rede disponibiliza aos comerciantes apps próprias ou de terceiros autorizadas para instalação no TPA.
Tudo isto com a flexibilidade de operar num ambiente multimarca e com o reconhecimento de mais de 20 anos de presença no país. Mais importante ainda: com uma vasta experiência no rollout de redes de smart POS, com cerca de 200 000 terminais em projetos como o TPV Smart do Banco Sabadell ou nas 2390 estações dos Correios, entre outros. A Necomplus Portugal, como filial da Necomplus Espanha, é membro do ASEE GROUP, uma das maiores empresas de IT da Europa especializada em soluções de software. Esta ligação confere à filial portuguesa um portefólio alargado de soluções e serviços, uma profunda especialização em meios de pagamento e o alcance internacional exigido pelos clientes com ambições de expansão global.
O Grupo Necomplus é sinónimo de capacidade de resposta, eficiência e valor acrescentado, qualidades reconhecidas pelos principais players da indústria de pagamentos na Península Ibérica e na América Latina.

