Assim, nesse período, o volume de vendas deverá crescer 0,4% no total do retalho alimentar e não alimentar, tendo em conta a comparação homóloga com o mesmo período de 2013, num total de volume de vendas de 8.475 milhões de euros. O retalho não alimentar mostra recuperação tendo em conta as quebras que tem sofrido desde 2010, contudo a responsável alerta: “para retomar níveis de vendas de 2008 a 2009 ainda vai demorar algum tempo”.
“Este ligeiro crescimento reflete uma maior confiança por parte dos consumidores, mas traduz também o enorme esforço das empresas do setor, cujo foco sempre foram os consumidores e as famílias portuguesas. O retalho soube adaptar-se a uma crise de consumo sem precedentes apostando na inovação, no serviço e em produtos de qualidade, com a melhor proposta de valor”, afirma Ana Isabel Trigo Morais.
A categoria que mais cresceu no retalho não alimentar foi os equipamentos de telecomunicação (tablets, smartphones). “Portugal está a equipar-se para o comércio online, para as novas tecnologias”, sublinha Trigo de Morais que salienta, “a categoria dos acessórios para smartphones e tablets no 1º semestre de 2014 valeu mais do que a categoria de telemóveis”.
Já a deflação sentida sobretudo nos produtos alimentares conjugada com a aposta em diversos formatos promocionais levaram a uma estabilização do crescimento das vendas do retalho alimentar (0,4% em comparação com o período homologo de 2013).

