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Retalho acelerou em 2025: Vendas avançaram 4,8% e procura manteve-se resiliente

Retalho acelerou em 2025: Vendas avançam 4,8% e procura manteve-se resiliente iStock

O retalho em Portugal fechou 2025 com procura resiliente, turismo em máximos e sinais claros de pressão sobre os ativos “prime”, segundo o estudo “The Iberian retail market” (Q4 2025), da JLL.

O relatório apontou também para um contexto de consumo favorável, com o consumo privado a crescer 3,5% e o volume de vendas a retalho a avançar 4,8% face a 2024.

 

O turismo voltou a funcionar como motor adicional do setor. A JLL referiu que Portugal recebeu 20 milhões de turistas internacionais em 2025, com a despesa turística a aumentar 6,1%. Em paralelo, o canal digital continuou a ganhar quota: as vendas online cresceram 6,1%, acima do crescimento das vendas físicas (4,7%), reforçando a lógica omnicanal como padrão competitivo.

Do lado imobiliário, a escassez de oferta em zonas prime está a traduzir-se em subida de rendas, em especial no high street.

 

No quarto trimestre de 2025, as rendas prime atingiram €155/m²/mês no high street (+10,7% em termos homólogos), €130/m²/mês em centros comerciais (estável) e €13,5/m²/mês em retail parks (+3,8%). Em Lisboa, a Rua Garrett (Chiado) é destacada com ocupação de 100%, associada à forte subida de rendas.

Na oferta, o relatório antecipou que 86% do novo espaço comercial planeado para 2026-2027 na Península Ibérica será em retail parks. Em Portugal, as próximas aberturas deverão concentrar-se sobretudo neste formato, embora esteja prevista para 2026 a abertura de um centro comercial com cerca de 18.000 m² em construção no centro do país.

 

O investimento confirma a atratividade do mercado, apesar da correção em termos anuais. Em 2025, o retalho liderou o investimento em Portugal, com uma quota de 30% e transações a totalizar €840 milhões. Os centros comerciais concentraram 567 milhões de euros (+18% YoY) e o high street 123 milhões de euros (+21% YoY), enquanto os retail parks recuaram para 11 milhões de euros (-92% YoY).

A JLL notou ainda que as yields prime começaram a comprimir ao longo de 2025, refletindo confiança dos investidores e falta de produto prime: 4,25% no high street (-50 bps YoY), 6,15% em centros comerciais (estável) e 6,50% em retail parks (-25 bps YoY), com indicação de continuidade da tendência em 2026 se a procura se mantiver e a oferta continuar limitada.

 

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