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Retalho destaca-se no investimento imobiliário no arranque do ano

Retalho destaca-se no investimento imobiliário no arranque do ano iStock

O retalho foi um dos setores que liderou o investimento imobiliário no primeiro trimestre deste ano, captando 340 milhões de euros, o equivalente a 37% da atividade total, segundo o relatório “Market Dynamics”, da JLL. O desempenho foi impulsionado pela venda de um portefólio de centros comerciais e retail parks avaliado em 280 milhões de euros.

A operação incluiu ativos como o GaiaShopping, o ArrábidaShopping e o Matosinhos Retail Park, contribuindo para que os setores do retalho e da hotelaria, outro dos setores em destaque neste trimestre, concentrassem, em conjunto, mais de 70% do capital investido em imobiliário no período.

 

De acordo com a JLL, o desempenho do retalho foi sustentado por um crescimento homólogo das vendas de 5% e por níveis de consumo considerados resilientes. A procura por espaços de comércio de rua em Lisboa e Porto manteve-se elevada no primeiro trimestre, sustentando as rendas prime em máximos históricos.

No Chiado, em Lisboa, as rendas prime atingiram os 155 euros por metro quadrado por mês, enquanto na Rua de Santa Catarina, no Porto, chegaram aos 90 euros por metro quadrado por mês.

 

O relatório destaca ainda o crescimento de formatos alimentares, retail parks e conceitos orientados para a experiência do consumidor.

Já no segmento industrial e logístico, a procura registou uma desaceleração. No primeiro trimestre foram ocupados 65.100 metros quadrados, o que representa uma quebra de 16% face ao mesmo período do ano anterior.

 

Segundo a JLL, este é o segmento onde se observa maior cautela por parte dos ocupantes, num contexto geopolítico desafiante. A menor atividade ocupacional continua também condicionada pela falta de oferta adequada às exigências da procura.

Ainda assim, a escassez de produto logístico moderno continua a sustentar as rendas prime, que atingiram os 7 euros por metro quadrado por mês em localizações de excelência na Grande Lisboa, região que concentrou 37% da atividade logística no trimestre.

 

A consultora considera que tendências como o nearshoring, a resiliência das cadeias de abastecimento e o reforço das estratégias de inventário deverão continuar a suportar a procura por espaço logístico qualificado, apesar da atual incerteza geopolítica e dos potenciais impactos macroeconómicos associados.

 

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