Comércio

Phil Hogan deixa Agricultura e ‘agarra’ pasta do Comércio

Phil Hogan deixa Agricultura e ‘agarra’ pasta do Comércio

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, apresentou esta-terça-feira (10 de setembro) a nova equipa da próxima Comissão Europeia. Além de uma nova estrutura, que passa a contar com oito vice-presidentes e três vice-presidentes executivos, a nova Comissão Europeia tem um novo responsável pela pasta do Comércio, o irlandês Phil Hogan.

Phil Hogan era até aqui Comissário Europeu para a Agricultura e uma das suas principais lutas foi a Reforma da Política Agrícola Comum (PAC). Em Bruxelas é conhecido como ‘Big Phil’ e tem agora pela frente uma guerra comercial global, com as exportações da União Europeia debaixo de ameaça de uma subida de tarifas dos Estados Unidos da América. Na nova pasta, o irlandês assumirá o papel de interlocutor do Reino Unido nas negociações de um tratado comercial após o Brexit.

A portuguesa Elisa Ferreira assume a pasta da Política de Coesão e Reformas. Era atualmente vice-governadora do Banco de Portugal e regressa a Bruxelas para gerir a distribuição dos fundos comunitários.

Ursula von der Leyen diz que “esta equipa irá configurar a Via Europeia: vamos adotar medidas decisivas para fazer face às alterações climáticas, reforçar a nossa parceria com os Estados Unidos, definir as nossas relações com uma China cada vez mais assertiva e ser um vizinho de confiança, por exemplo em relação a África. Esta equipa terá de lutar pelos nossos valores e por normas reconhecidas à escala mundial. Defendo uma Comissão liderada com determinação, claramente centrada nas questões mais prementes e que dê respostas concretas. Uma Comissão equilibrada, ágil e moderna. Esta equipa tem agora de conquistar a confiança do Parlamento. Será uma Comissão geopolítica empenhada em políticas sustentáveis. Quero igualmente que a União Europeia se torne a guardiã do multilateralismo, pois todos sabemos que temos mais força quando empreendemos em conjunto aquilo que não conseguimos fazer isoladamente.”

Os novos membros terão agora de ser submetidos ao crivo do Parlamento Europeu.