Quantcast
Retalho

Mercadona aumenta vendas em 18% e lucra 26 milhões em Portugal

Direitos Reservados

A Mercadona encerrou 2025 em Portugal com um volume de vendas de 2.092 milhões de euros, o que representa um crescimento de 18% face ao ano anterior, e um lucro de 26 milhões de euros.

No mesmo período, a retalhista criou 500 postos de trabalho, elevando para 7.500 o número total de trabalhadores no país.

 

Segundo Juan Roig, Presidente da Mercadona, “estamos muito contentes de como está a funcionar Portugal e também com os 7.500 trabalhadores”, sublinhando ainda que “necessitados de ser mais portugueses, mas ainda nos falta muito”.

Juan Roig, Presidente da Mercadona

Segundo os dados divulgados, a empresa distribuiu ainda 25 milhões de euros em prémios e gratificações por objetivos. Em matéria de investimento, a Mercadona aplicou 140 milhões de euros em Portugal em 2025, acumulando mais de 1.230 milhões de euros desde 2019, ano em que abriu a primeira loja no mercado português.

 

A operação da cadeia em Portugal teve também impacto na produção nacional. Ao longo de 2025, a empresa comprou 1.500 milhões de euros a cerca de mil fornecedores nacionais, reforçando o peso da sua atividade junto do tecido empresarial português.

Em 2025, a Mercadona aumentou a quota de mercado em Portugal em 0,8 pontos percentuais, para 8,8%, e em Espanha em 0,6 pontos, alcançando os 28,5%.

 

No plano fiscal, a Mercadona refere que contribuiu com 273 milhões de euros em impostos através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, com sede em Vila Nova de Gaia, elevando para 879 milhões de euros o total de contribuições fiscais desde 2019.

A rede comercial terminou 2025 com 69 lojas, num ano marcado pela entrada em Lisboa com a abertura da unidade da Alta de Lisboa. Atualmente, a empresa conta já com 70 lojas em Portugal.

 

Planos de expansão e objetivo para 2026
A Mercadona prevê abrir 12 novos supermercados em Portugal este ano. O plano de expansão inclui a entrada em Beja – a segunda cidade do Alentejo a receber a insígnia, depois de Évora, há dois anos – e o reforço no Algarve com duas novas lojas no último trimestre: uma no Nova Vila Retail Park, em Portimão, e outra no Vale da Amoreira, em Faro.

Sobre a entrada no online em Portugal, a empresa admite que esse é um passo previsto, mas sublinha que há outras áreas prioritárias a melhorar antes disso, pelo que ainda não existe uma data definida para o arranque.

“Queremos conhecer melhor os fornecedores, a sociedade e abrir mais lojas. Não vamos sair de Portugal, nem avançar para um terceiro país. Precisamos de conhecer melhor este mercado, por isso, vamos continuar a crescer em Portugal”, reforçou o presidente da Mercadona.

E continua: “sabemos que entrar num novo país é difícil e que leva tempo até acertarmos. Creio que aprendemos muito antes mesmo de começar e, à medida que formos melhorando, acredito que conseguiremos aproximar-nos do nível de Espanha”.

Para 2026, a Mercadona definiu como meta alcançar vendas globais de 43.200 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 3,5%, e consolidar os resultados obtidos no ano passado.

A empresa prevê ainda manter o investimento em torno de 1.000 milhões de euros e reforçar as equipas em Portugal e em Espanha com a contratação de mais mil trabalhadores.

Sobre o impacto do ataque ao Irão, a empresa admite incerteza quanto à evolução do contexto internacional e sublinha a necessidade de adaptação. “O futuro é incerto. Quem poderia imaginar que iríamos passar pela Covid-19 ou pela guerra na Ucrânia? Temos de nos adaptar”.

Resultados gerais
No geral, a Mercadona terminou 2025 com uma faturação de 41.858 milhões de euros, o que representa um crescimento de 8% face ao ano anterior, e criou mais de 5.000 novos postos de trabalho.

A empresa classificou o exercício como muito positivo, num ano marcado por melhorias na gestão, na produtividade e na eficiência.

Segundo os dados divulgados pelo grupo, esses ganhos permitiram alcançar um nível histórico de rentabilidade. O lucro subiu 25% em 2025, para 1.729 milhões de euros, dos quais 172 milhões de euros são fruto da gestão realizada pela sua tesouraria.

De acordo com a Mercadona, a empresa decidiu canalizar 80% do lucro, o equivalente a 1.383 milhões de euros, para reinvestimento, com o objetivo de reforçar a sua solidez. Os restantes 20%, num total de 346 milhões de euros, serão distribuídos pelos acionistas sob a forma de dividendos.

Aposta no novo modelo Loja 9
A Mercadona vai investir 3.700 milhões de euros nos próximos anos para converter os seus supermercados no modelo Loja 9, uma nova abordagem assente em processos, e não em áreas de negócio. Segundo a empresa, este formato dará mais espaço aos produtos frescos, tornará a compra mais simples e rápida para os clientes e permitirá ganhos de produtividade, rentabilidade e eficiência.

Entre as principais mudanças, o modelo prevê a concentração dos processos de corte, cozedura e embalamento numa única área, designada Cozinha Central. A Mercadona estima que esta reorganização permita reduzir em 10% o consumo de energia e em 40% o de água. O projeto inclui ainda uma atualização técnica da sala de máquinas.

A Mercadona prevê alargar este novo modelo a toda a rede de supermercados, num processo de transformação que deverá estar concluído, em teoria, até 2033, e que pode ter Portugal como líder da transição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não perca informação: Subscreva as nossas Newsletters

Subscrever