A Luís Simões fechou 2025 com uma faturação de 315 milhões de euros, mais 8,6% face ao exercício anterior, num ano em que avançou no plano de descarbonização, modernizou a operação logística e reforçou a aposta no desenvolvimento de talento.
Os dados constam do Relatório de Sustentabilidade e Contas 2025, apresentado sob o lema “Crescemos com responsabilidade”. O documento, elaborado de acordo com os critérios ESRS, reúne as iniciativas e resultados do primeiro exercício do novo ciclo estratégico da empresa para o período 2025-2029.
“O ano de 2025 foi de superação para a Luís Simões, não apenas ao nível do negócio, mas também ao nível das experiências, desafios e projetos, graças à confiança dos nossos clientes e ao esforço diário de todos os nossos colaboradores”, afirmou José Luís Simões, Presidente do Conselho de Administração da Luís Simões.
E continua: “apresentámos uma nova visão estratégica com um compromisso firme: avançar para um futuro logístico mais responsável e preparado para responder às exigências atuais. A especialização, a inovação e a descarbonização são passos necessários neste caminho”.
Em 2025, foram geridas rotas comerciais e industriais que ultrapassaram os 84,6 milhões de quilómetros percorridos e os 7 milhões de toneladas de mercadoria transportada. A frota da Luís Simões integra mais de 1.850 veículos homologados, com uma idade média de 3,1 anos na frota própria. Os veículos Euro VI representam 97,8% da frota própria.
No âmbito da estratégia ambiental, a empresa incorporou o primeiro camião elétrico, um MAN eTGX que assegura serviços de transporte entre os centros do Porto e de Lisboa. A Luís Simões aumentou também a frota de veículos de alta capacidade, com novos megacamiões e duotrailers.
A utilização de HVO, combustível renovável alternativo ao gasóleo convencional, aumentou cerca de sete vezes face a 2024. Segundo a informação divulgada, este combustível permite reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em até 90%. Em paralelo, a empresa duplicou a utilização de energias renováveis e a produção fotovoltaica para autoconsumo face aos níveis de 2024.
Na operação logística, o grupo destaca a utilização de armazéns inteligentes com gestão digital de stocks, bem como a implementação de tecnologias como Internet of Things, Big Data e Inteligência Artificial. Estas soluções são aplicadas ao ajuste de rotas em tempo real, redução de tempos de espera e agilização das operações.
 Segundo a nota de imprensa, a Luís Simões mantém metas de redução de emissões validadas pela Science Based Targets initiative. O objetivo é reduzir as emissões de Âmbito 1 e 2 em 50,4% e as emissões de Âmbito 3 em 9% até 2032, tendo 2021 como ano base. Até ao exercício abrangido pelo relatório, a empresa alcançou uma redução global de cerca de 1.570 tCO2e nas emissões de Âmbito 1 e 2.
Na área de recursos humanos, a empresa dedicou mais de 30.100 horas à formação das equipas em 2025. As ações abrangeram temas como cibersegurança, ecodriving, segurança, conformidade e qualidade de serviço. Foram também estabelecidas colaborações com instituições de ensino para promover talento e empregabilidade no setor.
Ao longo do ano, o grupo foi distinguido no Top 100 do Merco Empresas 2025 e recebeu o Estatuto INOVADORA COTEC Portugal para as divisões Luís Simões Logística Integrada e Reta. A empresa melhorou ainda a classificação no ranking CDP, de C para B-, e voltou a integrar o BCSD Portugal.
“Acreditamos num modelo logístico que cresce com responsabilidade, que se reinventa e evolui para continuar a liderar e a gerar valor, com decisões que cuidam do presente, mas também do bem-estar das próximas gerações”, afirmou Luís Freitas, Diretor-Geral de Logística da Luís Simões.
Em termos operacionais, a empresa conta com mais de 2.650 profissionais e uma rede de centros em Portugal e Espanha, com ligação ao resto da Europa. O grupo dispõe de 25 centros de operações logísticas e 35 plataformas logísticas, num total de 403.000 metros quadrados.

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