Quantcast
Retalho

Ceetrus Portugal defende fiscalização da retroatividade da lei das rendas variáveis

iStock

A Ceetrus Portugal, proprietária e gestora dos centros comerciais Alegro e do Sintra Retail Park, considera que a aprovação da retroatividade da lei das rendas variáveis em entros Comerciais representa “uma violação da liberdade de iniciativa económica privada”, pelo que vai pedir a fiscalização da sua constitucionalidade.

Numa carta endereçada ao Presidente da República, a administradora da Ceetrus, Séverine Boutek Bodard, defende que a aprovação da lei em causa é um de vários acontecimentos que está a abalar “profundamente” a confiança da empresa na qualidade de investidor externo.

“O plano de investimentos previsto pela Ceetrus para os próximos anos em Portugal é de cerca de 400 milhões de euros, com a criação de mais de 3 000 postos de trabalho associados, caso se reúnam as condições adequadas, o que remos sérias dúvidas que seja possível alcançar caso esta permanente quebra de confiança se arraste”, lê-se na carta enviada a Marcelo Rebelo de Sousa.

Recorde-se que já na semana passada a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) solicitou a intervenção do Presidente da República, bem como da Provedoria de Justiça, na fiscalização da constitucionalidade da retroatividade da lei das rendas variáveis em Centros Comerciais.