A marca CHOCAPIC, um dos produtos mais icónicos da Nestlé, celebra este ano 40 anos de presença nas mesas das famílias portuguesas.
Ao longo dessas quatro décadas, a marca tem reforçado o seu compromisso com a nutrição, adaptando-se às necessidades dos consumidores contemporâneos, tentando nunca perder o sabor característico do chocolate que a tornou famosa.
Nos últimos 10 anos, CHOCAPIC implementou importantes melhorias no seu perfil nutricional, com o objetivo de oferecer opções mais equilibradas, sem comprometer a experiência de sabor que os consumidores estão habituados.
Em entrevista à DISTRIBUIÇÃO HOJE, Elsa Santos, Responsável da área de Cereais de Pequeno-Almoço da Nestlé a nível ibérico, sublinhou que a inovação contínua e o acompanhamento das tendências de consumo são fundamentais para o futuro da marca.
A responsável também destacou o recente lançamento do CHOCAPIC Proteína, uma nova aposta da marca, e revelou os planos da Nestlé de expandir-se para novos segmentos de mercado, mantendo sempre o compromisso de oferecer produtos nutricionalmente mais equilibrados e adaptados àquilo que são as inclinações do consumidor.
Como é que a marca tem conseguido manter-se relevante após 40 anos no mercado português?
CHOCAPIC mantém-se relevante por combinar continuidade e evolução: preserva o seu sabor icónico a chocolate, criou uma ligação emocional com várias gerações, e ao mesmo tempo acompanha as mudanças nos hábitos de consumo, com melhorias no perfil nutricional e iniciativas de comunicação que mantêm a marca próxima das famílias.
O facto de, em Portugal, serem consumidas mais de 51 milhões de taças de CHOCAPIC por ano mostra bem essa presença consistente na rotina dos consumidores.

De que forma a marca tem adaptado o seu perfil nutricional para refletir as expectativas atuais dos consumidores?
Nos últimos 10 anos, a marca fez uma reformulação progressiva para responder às expectativas atuais nos eixos de nutrição e bem-estar conseguindo uma redução de 31% de açúcares e 38% de sal presentes na sua receita, e ainda um aumento de 18% de cereais integrais e de 4% de fibra.
Este trabalho resulta de um acompanhamento contínuo das tendências de consumo e da ambição em oferecer opções mais equilibradas, mantendo a experiência de sabor característico de CHOCAPIC.
Qual o impacto da redução de 31% no teor de açúcares e 38% no teor de sal na aceitação do produto pelos consumidores?
O objetivo destas reduções é de melhorar o perfil nutricional sem comprometer o sabor. A aceitação depende muito da perceção de continuidade, ou seja, manter no consumidor a sensação de “saber ao mesmo”, daí a marca ter feito esta evolução de forma gradual, preservando a experiência que os portugueses reconhecem.
A presença de CHOCAPIC na rotina de muitas famílias ao longo do tempo e o seu consumo anual elevado em Portugal são sinais de consistência e confiança.
O objetivo destas reduções é de melhorar o perfil nutricional sem comprometer o sabor.
Quais são os principais desafios enfrentados pela marca ao tentar manter o sabor clássico do CHOCAPIC enquanto faz melhorias nutricionais?
O maior desafio é encontrar o equilíbrio perfeito entre melhorar a receita e manter o sabor típico de CHOCAPIC que todos reconhecem.
Quando reduzimos açúcar e sal e, ao mesmo tempo, aumentamos cereais integrais e fibra, a textura, a crocância, o aroma de chocolate e até o comportamento no leite podem mudar. Tudo isto influencia o sabor e a experiência final, que faz parte da identidade da marca.
Por isso, cada melhoria nutricional exige muito trabalho de formulação, muitos testes de sabor e um cuidado enorme para garantir que, no fim, o consumidor continua a sentir que está a comer “o CHOCAPIC de sempre”.
Com o aumento de cereais integrais e teor de fibra, a marca planeia posicionar-se no mercado de cereais saudáveis?
A marca pretende transformar CHOCAPIC numa opção mais equilibrada dentro do universo dos cereais com sabor a chocolate. O objetivo tem sido evoluir a receita — mais cereais integrais, mais fibra, menos açúcar e sal — mantendo sempre o prazer, o sabor e a identidade que fazem de CHOCAPIC aquilo que ele é.
Quando o consumidor procura algo explicitamente focado em saúde, o portefólio Nestlé oferece outras opções já posicionadas para esse objetivo, como Shredded Wheat (100% trigo integral e zero aditivos) ou Fitness 0% açúcares adicionados. Estes produtos respondem a necessidades mais específicas de bem‑estar nutricional.
CHOCAPIC, por sua vez, continua a ser uma proposta de prazer com melhor perfil nutricional, ajustando‑se aos tempos sem perder o seu sabor clássico.
 Cada melhoria nutricional exige muito trabalho de formulação, muitos testes de sabor e um cuidado enorme para garantir que, no fim, o consumidor continua a sentir que está a comer “o CHOCAPIC de sempre”.
De que forma as preocupações com a sustentabilidade e o meio ambiente influenciam a produção e a embalagem?
A marca está alinhada com os compromissos mais amplos da Nestlé, cuja estratégia inclui metas de sustentabilidade ambiental, com o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2050 e de fazer avançar sistemas alimentares regenerativos em escala, envolvendo a cadeia de valor.
Estas preocupações influenciam a forma como se trabalham matérias-primas, processos e decisões de portefólio e embalagem, procurando evoluir continuamente para soluções mais responsáveis.
Como lidam com os desafios do custo das matérias-primas e com as flutuações no preço dos ingredientes?
A Nestlé não divulga a sua política de preços porque as regras da concorrência assim o proíbem, na medida que tal divulgação pode prejudicar o próprio consumidor. De uma forma transversal, a política de preços faz parte da estratégia comercial das empresas e constitui, normalmente, um segredo comercial.
Relativamente ao eventual impacto nos preços ao consumidor, cabe-nos esclarecer que o preço dos produtos ao consumidor é determinado pelos retalhistas e não pela Nestlé. Excetuam-se desta situação os produtos Nespresso e Nescafé Dolce Gusto, vendidos nas boutiques e nos canais digitais, onde a Nestlé vende diretamente ao consumidor.
Em qualquer caso, não existe necessariamente uma relação direta entre subida de preço de matérias-primas e preços. Apesar de ser um elemento muito relevante, depende de muitos fatores, sobretudo numa multinacional que opera em vários países e a diferentes níveis da cadeia de distribuição.
No mercado de cereais vemos refletidas tendências relacionadas com a conveniência, a naturalidade e procura por benefícios nutricionais.
Na vossa opinião, quais são as principais tendências atuais no mercado dos cereais?
No mercado de cereais vemos refletidas tendências relacionadas com a conveniência, a naturalidade e procura por benefícios nutricionais. Hoje vemos uma procura crescente por opções com mais fibra, cereais integrais, menos açúcar e propostas com ingredientes mais simples e naturais.
Ao mesmo tempo, cresce o interesse por cereais que combinam conveniência com benefícios nutricionais, especialmente para estilos de vida ativos e rotinas mais aceleradas.
Outra tendência clara é a valorização de marcas com história, confiança e legado, mas que continuam a evoluir — seja através de reformulações mais saudáveis, seja através de inovação relevante.
A sustentabilidade também está no centro: os consumidores preferem cada vez mais produtos com embalagens responsáveis, cadeias de valor mais transparentes e menor impacto ambiental.
Quais são os próximos passos para a marca em termos de inovação no portfólio de produtos?
A prioridade será de continuar a desenvolver a marca quer em termos de otimização nutricional contínua, mas também como comunicação reforçando a forte relação com os consumidores, como a campanha 360º de celebração de 40 anos de CHOCAPIC.
Em termos de inovação, a mesma será orientada por tendências de consumo, com foco em equilíbrio, sabor e confiança.
Um exemplo claro é o recente lançamento de CHOCAPIC Proteína, que introduz a icónica marca da Nestlé num novo segmento de mercado, oferecendo os benefícios de um produto à base de cereais rico em proteína, mantendo o seu sabor tradicional e reforçando o valor nutricional da gama.

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