Depois desta manhã o Governo, através dos ministros da Economia e das Finanças, ter anunciado uma linha de crédito de 3.000 milhões de euros para apoio à tesouraria das empresas e destinada aos setores mais atingidos pela pandemia COVID-19, ficou a conhecer-se a divisão do total dessa linha de crédito.
Assim, o setor da Indústria é que irá “receber” mais, seguido do Turismo e Restauração e Similares.
No total, estas novas linhas de crédito de financiamento adicional à economia, têm um período de carência até 12 meses e são amortizadas até quatro anos.
Como referido, o setor da Indústria (Têxtil, Vestuário, Calçado, indústrias extrativas (rochas ornamentais) terá à sua disposição 1.300 milhões de euros, dos quais 400 milhões para PME.
O Turismo recebe um total de 1.100 milhões de euros, sendo que desse valor, 900 milhões irá para os Empreendimentos e Alojamentos e 300 milhões para micro e pequenas empresas. Ainda no setor do Turismo, as Agências de Viagens, Animação, Organização de Eventos e Similares recebem 200 milhões de euros, dos quais 75 milhões serão canalizados para micro e pequenas empresas.
Finalmente, o setor da Restauração e Similares terá à sua disposição 600 milhões de euros, 270 milhões doa quais poderão ser utilizados por micro e pequenas empresas.
Estas quatro novas linhas de crédito servirão, segundo o Governos para “manter e a preservar a capacidade produtiva das empresas, proteger o emprego e, assim, manter a atividade económica para a retoma quando ultrapassada a pandemia”. Estas linhas de crédito, disponibilizadas através das instituições bancárias e garantidas pelo Estado, já foram notificadas à Comissão Europeia.
Estas linhas acrescem à linha de âmbito geral, que abrange todos os setores económicos, do comércio, da indústria e dos serviços e já está disponível desde a semana passada.
Pretende-se, assim, minimizar o impacto nestes setores, em que o mesmo foi sentido mais abrupta e precocemente” diz o Executivo liderado por António Costa, salientando que o Governo “continuará a acompanhar a situação e a dirigir apoios a outros setores afetados, designadamente noutras áreas da indústria e no comércio e nos serviços, que, pela sua importância económica e social e as suas características próprias, carecem de medidas especificas”.
Com estas e com outras medidas que venha a tomar, o Governo pretende “garantir que quando a curva epidemiológica for invertida, a atividade económica seja retomada e acelerada”.

