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Fraudes tornam-se a ameaça de crescimento mais rápido à segurança dos pagamentos

Fraudes tornam-se a ameaça de crescimento mais rápido à segurança dos pagamentos iStock

As burlas tornaram-se a ameaça de crescimento mais rápido à segurança dos pagamentos, segundo o relatório semestral da Visa sobre ameaças ao setor dos pagamentos e baseado em informação proveniente da sua rede global de operações.

A empresa identificou quase mil milhões de dólares em atividade relacionada com burlas no período entre julho e dezembro de 2025.

 

De acordo com a Visa, os criminosos estão a deslocar o foco dos ataques técnicos aos sistemas de operações para a manipulação das pessoas.

“Os pagamentos ao nível da rede continuam a tornar-se mais seguros, mas as ameaças estão a evoluir mais rapidamente do que nunca”, afirma Paul Fabara, diretor de risco e serviços ao cliente da Visa. Segundo o responsável, “os criminosos estão cada vez mais a visar pessoas em vez da tecnologia, utilizando engano, urgência e ferramentas baseadas em inteligência artificial para explorar a confiança”.

 

O relatório aponta que os executivos devem considerar o desenvolvimento de capacidades de defesa contra esquemas de manipulação, tratar a comunicação com clientes como um controlo de segurança e melhorem a coordenação com os parceiros do ecossistema para responder mais rapidamente a redes fraudulentas.

Entre as ferramentas usadas pelos criminosos estão conteúdos gerados por inteligência artificial, imitação de voz e meios deepfake. Segundo o relatório, estas tecnologias permitem aumentar o alcance das burlas e reforçar a sua perceção de credibilidade.

 

A Visa refere que algumas medidas de proteção incluem monitorização contínua de transações com recurso a inteligência artificial, equipas especializadas na identificação e investigação de redes de burla, ações de interrupção de ataques em larga escala ao nível da rede e colaboração com bancos, comerciantes, parceiros tecnológicos e autoridades policiais.

Michael Jabbara, Vice-presidente sénior de risco e controlo do ecossistema de pagamentos da Visa, afirma que a rápida adoção de inteligência artificial por parte dos criminosos tornou as defesas baseadas em informação e a ação coordenada mais importantes. “Com este relatório, o nosso objetivo é ajudar os líderes a agir mais cedo — antes de a fraude chegar aos consumidores”, refere.

 

O documento assinala ainda que as burlas representam um dos desafios mais complexos no combate à fraude, uma vez que a vítima autoriza o pagamento acreditando que a operação é legítima.

A prevenção passa, segundo a informação disponibilizada, por modelar os padrões habituais de transação dos clientes, para identificar atividade fora do normal, recorrer a conhecimento humano para detetar sinais relevantes e partilhar informação ao longo do ecossistema, permitindo uma resposta mais rápida a padrões de ataque semelhantes.

Face à evolução das ameaças, o relatório defende que as instituições devem adotar uma defesa contra burlas que combine verificação de identidade, avaliação da intenção da transação e deteção de manipulação.

 

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